“Obra da Praça tornou-se ainda mais urgente”

“Obra da Praça tornou-se ainda mais urgente”

Jorge Vultos Sequeira considera que se trata de uma empreitada “importantíssima para a revitalização e dinamização” do centro da cidade, que se tornou “ainda mais urgente à luz do atual contexto” de pandemia da Covid-19.

Já se iniciaram os trabalhos da empreitada de Reabilitação e Revitalização da Praça Luís Ribeiro, um investimento de cerca de 2,2 milhões de euros (a que acresce IVA), a concretizar pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, que conta com comparticipação de fundos comunitários, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.
Esta é “uma obra importantíssima para revitalização e dinamização do nosso centro cívico”, considera o Presidente da Câmara, sublinhando, numa referência aos efeitos da pandemia da Covid-19, que a execução desta empreitada se tornou “ainda mais urgente à luz do atual contexto”.
Jorge Vultos Sequeira afirma que a nova Praça “vai auxiliar o desenvolvimento do comércio local, através da melhoria da qualidade do espaço público, reforçando a atratividade”. Trata-se de “uma boa notícia” para S. João da Madeira, enfatiza.
Com prazo previsto de um ano, mas podendo sofrer atraso “em virtude da pandemia”, a obra irá decorrer de forma faseada e por sectores, de acordo com o plano elaborado pela Câmara, que deverá ser apresentado na próxima semana. “O faseamento da obra está todo estruturado”, refere o Presidente, dando nota de que será assegurada a “acessibilidade a todos os estabelecimentos, com o condicionamento natural”.
 
“Reativação económica do centro da cidade”
“A obra tinha de acontecer neste momento, porque tinha financiamento comunitário”, explicou Jorge Vultos Sequeira, em resposta ao jornal ‘O Regional’, no final da conferência de imprensa que realizou esta semana para transmitir o ponto da situação sobre a Covid-19 no concelho. “Não é possível atrasar a obra indefinidamente”, acrescentou, admitindo que “causa sempre incómodos temporários”, que “devem ser compreendidos”, pois trata-se de uma obra “necessária”.
O autarca lembra que “a empreitada estava calendarizada” e que “este é um momento em que há reduzida utilização do espaço público”. Nesse sentido, adianta que “até é menos geradora de incómodos”. E reforça: “a obra tornou-se ainda mais fundamental nesta altura para a reativação económica do centro da cidade. É nesta perspetiva de futuro que a devemos encarar”.

Sem trânsito e com jatos de água
A empreitada de Reabilitação e Revitalização da Praça Luís Ribeiro tem por base um novo projecto aprovado no actual mandato, que contempla a prioridade à circulação de pessoas, não prevendo, ao contrário do que anteriormente acontecia, a introdução de trânsito automóvel de atravessamento da Praça Luís Ribeiro.
Está também contemplada a criação de uma fonte seca com jatos de água, como elemento de atracção diferenciador e de valorização da paisagem urbana, sem colidir com as diversas utilizações deste espaço central, nomeadamente como local para grandes eventos ao ar livre, de acordo com a informação que tem sido divulgada pelo Município.
A cobertura metálica na zona das esplanadas será removida, de forma a permitir “uma maior visibilidade” desse espaço e será criado, na zona mais próxima ao Parque América, “um semicírculo de árvores”. O mobiliário urbano da área a intervencionar será substituído por “um conjunto único, sóbrio e funcional”, complementarmente à criação de várias zonas verdes.
Recorde-se ainda que a autarquia, na altura da votação do projecto, informou que o mesmo foi desenhado de forma a adequar-se ao financiamento europeu disponível para a operação e que será complementado com uma solução integrada para o estacionamento automóvel no centro da cidade.

António Gomes Costa

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