O Eco na vida…

Uma família foi passar férias na montanha. Um dia, o pai e a mãe foram com o filho a um miradouro e, ao passarem por uma vegetação, o rapaz tropeça, cai e ao mesmo tempo deu um grande grito: Aai!!! Com enorme surpresa, ouviu alguém com voz semelhante à sua, que lhe respondeu; Aai!!!
Querendo saber quem lhe respondia no mesmo tom, perguntou: – Quem está aí?
E a mesma voz devolveu-lhe a pergunta: – Quem está aí?
Aborrecido, o menino injuriou-o: – És um estúpido!
E a voz repetiu-lhe: – És um estúpido!
O pai, atento, deixou que o filho continuasse a debitar palavras…
Depois disse ao filho que se calasse e convidou-o a dizer frases positivas, como:
– Quero ser bom!
– Vou estudar!
– Vou ser amigo de todos!
O eco, repetia fielmente tudo o que este menino lhe dizia.
Ele ficou tão entusiasmado que passou largos minutos atirando frases bonitas para o ar. O pai aproveitou estes momentos para lhe dar uma lição:
– Escuta, meu filho. A vida é como um eco, devolve-nos tudo o que lhe damos. Se lhe dermos amor, sorrisos, felicidade… ele vai retribuir-nos, amor, sorrisos, felicidade… Se lhe dermos ódio, invejas, mentiras… ele vai dar-nos ódio, invejas, mentiras…
Antes de deixarem aquele local, o pai disse-lhe ainda: Um dia, colherás aquilo que semeares na tua infância e juventude. Semeia o bem… para colheres o bem…
Os pais têm de saber exercer, e bem, as suas funções no dever de Educar, responsabilizar e acompanhar os seus filhos desde o berço e em todas as fases do seu crescimento, tendo como observância o ensino escolar. E, em consequência do seu crescimento, seguem-se, em princípio, a inscrição na catequese, na actividade desportiva, na cultura, nas artes, na música e outras (com as quais me identifico), são fundamentais para um bom equilíbrio saudável e de partilha no seio da Família.
Para se obter bons resultados com cada semente, esta tem de ser bem “adubada” e tratada, para que o fruto cresça com qualidade e em abundância de virtudes…
Diz-nos o Papa Francisco (no seu livro A ALEGRIA DO AMOR), que os pais incidem sempre para o bem ou para o mal no desenvolvimento moral dos seus filhos. Consequentemente, o melhor é aceitarem esta responsabilidade inevitável e realizarem-na de modo consciente, entusiasta, razoável e apropriada.
A história pode bem ser também um reflexo no quotidiano das nossas vidas, quando por vezes assumimos algumas atitudes que nem sempre são as mais correctas para com aqueles que nos rodeiam.
Deste modo e concluindo, não podemos ficar à espera de receber dos outros o respeito, a amizade, o carinho… se não tivermos estes Valores para lhes oferecer.
(Antiga Ortografia)

Do Evangelho, segundo São Lucas (6, 43-45), transcrevo o que Jesus nos diz: “Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto; não se colhem figos do espinho, nem uvas dos abrolhos.”
“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração”.

Carlos A. Matos

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

  Subscribe  
Notify of