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Portugueses preferem a energia solar

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A preocupação com a sustentabilidade, a juntar à recente escalada dos preços, sobretudo devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, está a incentivar os portugueses a optarem cada vez mais pela energia solar.

Os portugueses têm vindo a apostar nas fontes de energia renováveis, de forma a evitar o consumo dos combustíveis fósseis. A preocupação com a sustentabilidade, a juntar à recente escalada dos preços, sobretudo devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, está a incentivar os portugueses a optarem cada vez mais pela energia solar.
Em quase todos os sectores, da indústria ao entretenimento, a aposta tem sido cada vez mais no caminho de um desenvolvimento que se quer cada vez mais sustentável. E, em simetria com a área industrial, não é de todo invulgar quando sabemos que existem apostas reais sobre a quota de mercado que a energia solar vai ganhar no futuro. Se, ao mesmo tempo, também quiser conferir o futuro do desporto, leia mais aqui.
Segundo dados avançados pelo Jornal de Notícias, os últimos meses revelaram que a produção de energia solar em Portugal atingiu o nível mais alto de sempre, sendo “o quarto país europeu a incorporar mais energias renováveis na produção de eletricidade nos primeiros cinco meses do ano”.   É de referir que em maio, os analistas da Bloomberg, citados pelo Jornal de Negócios, referiram que, nos primeiros cinco meses deste ano, a produção de energia solar combinada em Portugal e Espanha atingiu, em média, um máximo de 3,5 GW, ou seja, 11 por cento da eletricidade na Península Ibérica. Números que ainda parecem estar aquém do esperado. Perante o panorama atual, o negócio do sol talvez esteja a ganhar um “novo fôlego”.
Em julho, a EDP apresentou um crescimento de 50 por cento de clientes residenciais produtores e consumidores de energia solar, face a igual período do ano anterior. A empresa comunicou que em julho confirmou-se “a tendência de crescimento acelerado nas novas adesões, com mais 4400 residências a optarem pela energia solar. Espera-se que esta expansão continue a aumentar de “vento em pôpa”, sobretudo pela recente redução do IVA de 23 por cento para 6 por cento nos custos de aquisição com painéis solares.
A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), citada pelo Jornal de Notícias, disse que “Portugal usou nos primeiros cinco meses do ano um total de 59,4 por cento de energias renováveis para produzir eletricidade, ficando assim apenas atrás da Noruega (99,6 por cento), Dinamarca (76,1 por cento) e Áustria (73,2 por cento)”.
As estimativas para o mercado são promissoras. De acordo com uma análise da consultora Mordor Intelligence, antes da atual crise energética, esperava-se que o mercado da energia solar em Portugal crescesse mais de 6,5 por cento entre 2022 e 2027. Além disso, no ano passado, Portugal aumentou a capacidade solar fotovoltaica em 701 MW, o maior incremento de sempre num só ano, mostraram os dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEC). Em 2020, tinham sido adicionados 151 MW fotovoltaicos e, em 2019, a nova potência ascendeu a 252 MW. Nos anos anteriores, apresentaram níveis menores.
Recorde-se que a produção de energia solar pode ser realizada através de painéis fotovoltaicos ou de painéis solares térmicos. Nos painéis fotovoltaicos, os raios solares captados pelas células transformam-se em eletricidade, enquanto que, no segundo caso, a energia é gerada com o recurso a espelhos que concentram a luz solar para aquecer um fluido, onde a rotação das turbinas que fazem rodar as pás de uma turbina criam eletricidade ou gás. A principal vantagem é que não polui durante a sua utilização. Além disso, as centrais necessitam de uma mínima manutenção.
Há quem diga que Portugal é um “pedaço de céu à beira-mar plantado”. Considerando esta afirmação verdadeira ou não, a certeza é só uma: o país tem um sol extraordinário e, ao que parece, os portugueses já começaram a tomar consciência disso mesmo.

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