Nas nuvens negras também brilha o arco-íris!…

Esta pandemia que assola o nosso mundo, e também o nosso país, tem causado tanta dor, tanto sofrimento, tantas carências, que é urgente darmos todos as mãos e tentarmos conhecer pelo menos os nossos vizinhos mais próximos, para descobrirmos as suas carências e as suas necessidades mais urgentes. É que já há fome em muitos lares. Isabel Jonet, do banco alimentar, diz que a esta instituição têm chegado pedidos de alimentos de pessoas que ela nunca imaginou que pudessem chegar a esta penúria, não se coibindo de concretizar as classes sociais carenciadas: dentistas, profissões liberais e outras pessoas que já viveram muito bem. Não se pode ouvir as notícias, pois toda a gente está em dificuldades.
E porquê? Eis algumas razões:

  • Redução do salário com o lay-off;
  • Comércio fechado;
  • Mais gente a comer em casa;
  • Crianças que deixaram de comer nas escolas e nas creches;
  • Trabalhadores que deixaram de comer fora e penso que, por isso, sem direito a subsídio de refeição;
  • Aumento das despesas com gás, água, luz, aquecimento, produtos de higiene;
  • Despedimentos de pessoas por causa do medo de contágio, nomeadamente empregadas domésticas;
  • Encargos com rendas elevadas e com outros débitos;
  • Atrasos no subsídio de desemprego;
  • Atrasos no apoio às empresas com dificuldades financeiras, para pagamento de salários e com encargos elevados.
    É necessário pedir a Deus que a abertura de alguns espaços, decretada pelo governo, não leve ao ressurgimento de uma segunda vaga deste vírus, como aconteceu com a pneumónica, no fim da primeira grande guerra, que matou em todo o mundo milhões de pessoas e com a qual morreram a Jacinta e o Francisco, pastorinhos e videntes de Fátima. Com a pneumónica surgiu segunda vaga que, ao contrário do covid-19, atacava sobretudo os mais novos.
    Entre estas nuvens escuras tem aparecido o arco-íris que as crianças pintaram!
    Portugal tem dado ao mundo uma grande lição de amor pelos outros.
    Senão vejamos:
  • Uma jovem lembrou-se de pôr na porta do seu apartamento a frase: «Vizinho amigo», com o seu contacto para ir às compras, à farmácia, para ajudar os mais idosos;
  • A associação COFIQ faz o mesmo trabalho, chegando a deslocar-se de mota, para ajudar quem não tinha apoio familiar;
  • O padre Ruben, da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, tem a ajuda de voluntários que levam refeições aos sem-abrigo fornecidas por esta paróquia, pois estes não podem ir à sala desta instituição, onde comiam, devido ao contágio;
  • Jorge Silva, da claque dos super dragões, é também voluntário desta paróquia e arranjou uma grande quantidade de alimentos junto destes grupos e de outros, que também doou para a confecção das refeições;
  • Jovens de S. Brás de Alportel percorrem os lugares mais isolados e prestam serviço a quem não o pode fazer devido à idade;
  • Muitos cafés, padarias, restaurantes fornecem refeições gratuitas;
    Que bonito ver lágrimas de alegria na cara destes jovens quando recebem mensagens de agradecimento!…
    As pessoas ajudadas ficam também tão comovidas!…
    São luzinhas no meio da escuridão!…
    Luther King dizia que, se cada espectador, que estivesse a ver um grande jogo de futebol, acendesse um minúsculo fósforo, todo o estádio ficaria iluminado.
    Muita gente afirma que os jovens de hoje não têm valores, que não ligam à fé, que não têm princípios, mas isto é um sofisma. S. Tiago já dizia numa das suas epístolas: «Mostra-me a tua fé sem obras que eu pelas obras mostro-te a minha fé».
    Para terminar, deixo aos meus queridos leitores um conselho que o meu pai sempre me dizia: há uma maneira de ter sempre dinheiro no bolso, gastar menos do que se ganha.
    Depois acrescentava:
  • Isto é muito importante, porque pode surgir uma desgraça, uma doença e a pessoa fica numa situação de muita aflição.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.