Museus reabrem às sextas e fins de semana

Museus reabrem às sextas e fins de semana

Do Museu da Chapelaria ao do Calçado, as portas dos equipamentos culturais da cidade vão reabrir já amanhã, dia 22. Mas, para já, só estarão abertos às sextas-feiras e aos fins de semana e a lotação será limitada. O Centro de Arte da Oliva ainda não tem data para o regresso.

O Museu da Chapelaria e o Museu do Calçado vão voltar a abrir as portas ao público, depois de terem estado encerrados durante o isolamento forçado que o país viveu devido à pandemia da Covid-19. A reabertura acontece já amanhã (sexta-feira) e contará com normas de segurança. Para já, os dois espaços culturais só estarão abertos às sextas-feiras, sábados e domingos. E funcionarão em horário reduzido: das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30.
A maioria dos espaços culturais do país já abriram na segunda-feira, dia 18, curiosamente, no Dia Internacional dos Museus. Mas S. João da Madeira guardou o regresso para amanhã, uma vez que não vai abrir portas durante a semana.
Os espaços que guardam máquinas de outros tempos da chapelaria ou sapatos de figuras reconhecidas internacionalmente, habituados a receber dezenas de alunos das escolas, por esta altura terão que sobreviver com o público familiar.
A decisão de reabrir, explica a Autarquia, “enquadra-se nas medidas de desconfinamento gradual, decorrentes do fim do estado de emergência e da consequente declaração da situação de calamidade devido à pandemia de Covid-19”. Mas o Município salvaguarda que a abertura está sujeita a normas “que visam garantir as melhores condições de segurança para os seus trabalhadores e visitantes”.
Por sua vez, o Centro de Arte Oliva, onde moram lado a lado a arte bruta e a contemporânea, só vai reabrir mais tarde. A Câmara não adianta para já uma data, mas diz que também será para breve. O pequeno atraso tem uma explicação: estão em curso trabalhos de desmontagem da exposição «Trabalho Capital» – que ao longo dos meses em que esteve exposta nos contou a história da fábrica Oliva numa instalação onde se fundia arte e indústria -, que se atrasaram devido aos condicionamentos provocados pela pandemia.

Regras e lotação

Para entrar nos museus do calçado e da chapelaria, será obrigatório o uso de máscaras ou viseiras de proteção. E o Município também apela ao respeito de um distanciamento mínimo de segurança de dois metros entre os visitantes. Os espaços, diz a Autarquia em comunicado, “estarão, naturalmente, sujeitos a lotação máxima, definida em função da sua dimensão”.
Além disso, refere a Câ­mara, está interdito “o manuseamento ou experimentação dos elementos das áreas expositivas, mesmo tendo em conta o reforço da periodicidade da limpeza e desinfeção das instalações”. O Serviço Educativo e outros espaços não expositivos permanencem, para já, encerrados.

Exposições para ver

Com a reabertura, o Município também reaviva a memória sobre o que há para ver por estes dias no Museu da Chapelaria e no Museu do Calçado. Além das exposições de longa duração, estão também patentes as mostras temporárias que foram inauguradas em outubro do ano passado, durante o programa de comemorações do Dia do Município: «Costa Magarakis. (Im)Possibilidades Fantásticas» e «Marianne Jongkind. 55 Anos de Chapéus de Alta-Costura».
Já no Centro de Arte Oliva, quando se fizer a reabertura ao público, estão patentes as exposições «R2/Fabrico Suspenso: Itinerários de trabalho» e «Lusofolia: A Beleza Insensata», este último com base na coleção de arte bruta Treger/Saint Silvestre, um dos dois acervos privados com sede neste equipamento cultural do Município de S. João da Madeira, que acolhe igualmente a coleção de arte contemporânea Norlinda e José Lima.

Catarina Silva

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.