Missas retomadas dia 30

Missas retomadas dia 30

O regresso à vida normal da Igreja está a ser feito aos poucos. As celebrações das missas comunitárias vão acontecer dia 30 de maio, em S. João da Madeira. O retorno fica marcado com mais missas na igreja do Parrinho e muitas medidas devido à pandemia da Covid-19. 

É um regresso muito esperado. A celebração das missas nas capelas e na igreja matriz de S. João da Madeira vão regressar no fim de semana de 30 e 31 de maio, véspera da Solenidade do Pentecostes.
A suspensão das celebrações foi determinada pela Conferência Episcopal Portuguesa, a 13 de março, antes da proclamação do estado de emergência por parte das autoridades nacionais.
Não estranhe se encontrar nestes novos “tempos de mudança” padres e fiéis de máscaras e uma igreja com uma lotação reduzida e celebrações adaptadas à nova realidade, sem contacto físico, sem multidões em procissão, sem proximidade.
Álvaro Rocha explicou a ‘O Regional’ que, neste regresso à vida da Igreja, em contexto da Covid-19, será obrigatório o distanciamento social, menos de uma centena de pessoas no interior da igreja e os bancos vão ser retirados e substituídos por cadeiras. Também a comunhão será diferente, quer para evitar aglomeração de pessoas, quer para cumprir os padrões de higienização exigidos. Será ainda necessária a desinfeção de mãos à entrada, máscaras para todos e sem os cumprimentos do “gesto da paz” entre fiéis.
Este regresso coincide com a festa da Senhora dos Milagres, em S. João da Madeira. Contudo, as regras de distanciamento de quatro metros quadrados por pessoa “impedem, na prática, que os fiéis” acorram à capela, pelo que poucas pessoas poderão entrar. “Vamos colocar som para o exterior e vamos transmitir pelo youtube. As celebrações na Capela da Senhora dos Milagres serão às 21h de sábado e de domingo, com o encerramento do mês de Maria. No fim do terço de sábado e de domingo haverá eucaristia (nos mesmos moldes do que se fez no Parrinho)”, explicou o pároco, que acrescenta que a Internet tem sido um meio “privilegiado” em tempos Covid, mas tem consciência de que nem todos os fiéis em S. João da Madeira “podem aceder e, portanto, estão mais longe”.

“Parrinho vai ter missas em maior número”

O número de missas ao domingo poderá ser ligeiramente reduzido. O abade pede nesta altura aos “fiéis pertencentes a grupos de risco que considerem ficar em casa ou venham à semana”. As capelas mais pequenas (Milagres, Casaldelo e Santo António) não são “capazes de acolher um número de fiéis que justifique ter uma missa”. Assim, a igreja do Parrinho vai ter eucaristias em maior número.
No horário das celebrações, é possível verificar que estão fixadas de duas em duas horas, para que, desta forma, seja possível proceder à higienização dos espaços. De segunda a sexta, haverá uma segunda missa às 17h30, sobretudo, “para as pessoas de mais idade”. Domingo à tarde, estão agendadas duas missas.
O pároco sanjoanense pede aos fiéis para “compreendam que, enchendo a matriz, não se pode admitir mais ninguém nessa missa”. Mas, se acontecer essa situação, a paróquia está a tentar preparar o salão do patronato para, com um circuito de transmissão, poderem satisfazer as pessoas que se deslocaram à igreja matriz, uma situação que será orientada por uma equipa de acolhimento composta por cinco pessoas.
O ofertório, que costuma acontecer no decurso da missa, será feito no final, à saída da igreja, para evitar a passagem dos recipientes para as ofertas de mão em mão. As filas para a comunhão devem respeitar o distanciamento exigido. No momento da comunhão, os celebrantes devem usar também máscara.

“Desejamos que tudo regresse depressa à normalidade. Precisamos disso”

Com as recomendações das autoridades de saúde para que os contatos fossem minimizados, ajuntamentos sociais, suspensão das missas, a forma como os velórios e os funerais passaram a ser feitos em Portugal não deixou ninguém indiferente. Tudo é, e parece, ainda estranho.
Na realidade, uma das caraterísticas das paróquias é a sua vida comunitária, com os grupos e movimentos ativos. “É claro que os grupos e movimentos continuam, mas o distanciamento obrigou a suspender, e até a anular, muitas das celebrações e atividades que tínhamos agendado até ao fim do ano pastoral”.
O caso mais complexo, segundo Álvaro Rocha, serão mesmo as comunhões, porque foi necessário esperar por estas orientações últimas e, neste momento “estamos a tentar encontrar uma solução que possa servir a todos, já que, até ao fim do ano pastoral (portanto, 31 de agosto), não poderão ser realizadas”. 
A isto junta-se a questão dos funerais. “Parece ter sido, e ainda está a ser, muito dura. Encorajo-os, no dia do funeral, mas depois não podem estar presentes na missa de 7.º dia”.
Numa altura em que existem sinais de esperança com a reabertura de escolas, cafés creches, “todos desejamos que tudo regresse depressa à normalidade. Precisamos disso”.
A igreja matriz já se encontra aberta para “oração pessoal, evitando aglomerações”, durante a manhã, entre as 9h30 e as 10h30 e, de tarde, entre as 14h30 e as 15h30. “Temos tido a colaboração da Rádio, Regional Sanjoanense que vai transmitindo a missa e o terço”.
Durante todo este processo, o pároco, sempre que o tempo lhe permite, tem estado em contato telefónico com os paroquianos. Já os catequistas têm procurado falar com os catequizandos e suas as famílias. Mas, na verdade, não é a mesma coisa. “A igreja matriz é sempre uma referência para o encontro dos paroquianos e, portanto, para a sua vida religiosa”, remata. 

António Gomes Costa

SÁBADO

     15h00 (Matriz)

     17h00 (Capela N.ª Sr.ª de Fátima do Parrinho)

     19h00 (Matriz)

DOMINGO

     8h00 (Matriz)

     10h00 (Matriz)

     12h00 (Matriz)

     17h00 (Matriz)

     19h00 (Matriz)

DE SEGUNDA SEXTA

     17h30 (Matriz)

     19h00 (Matriz)

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