Misericórdia apresenta o relatório e contas do primeiro ano de gestão em Fajões

Misericórdia apresenta o relatório e contas do primeiro ano de gestão em Fajões

“Sim, valeu a pena”

Foi a primeira assembleia-geral de prestação de contas realizada após a extensão da atividade social da Misericórdia à freguesia de Fajões, na sequência da compra do complexo social local, escriturada em fevereiro de 2018. A assembleia reuniu-se em 29 de março último, presidida por José da Silva Pinho, estando em análise o ano de 2018. O Provedor, José Pais Vieira, fez a alocução aqui respigada para título na sua intervenção de abertura, enquanto escalpelizava as contas de um ano que fechou com um resultado liquido negativo mais elevado do que o registado em 2017, acercando-se de 385 mil € (embora com meios libertos positivos). Esta comparação foi tida, todavia, como inusitada pois as contas de 2018 estão muito penalizadas com os encargos da compra do complexo social de Fajões e com as intervenções feitas nos seus equipamentos, que estavam muito necessitados de intervenções urgentes. Estes encargos superaram os 160 mil € e são irrepetíveis nos anos seguintes, como refere o relatório de atividades distribuído aos sócios presentes (em número regular). Assim, disse o Provedor, o que se destaca daquele ano é o “salto de gigante” que representa a aquisição do complexo social de Fajões: um crescimento de quase 30% do orçamento, um aumento do número de utentes (+150) e de trabalhadores (+65), a intervenção em novas áreas sociais como a deficiência, e em novas respostas socias, como o Serviço de Apoio Domiciliário. “A Misericórdia cresceu pela primeira vez por aquisição ao invés do crescimento orgânico até aqui patenteado, e, pela primeira vez, extravasou os limites do concelho”. O Provedor lamentou também o declínio das comparticipações públicas face aos gastos das respostas sociais, com as verbas da cooperação transferidas pelo Estado a cobrirem cada vez menos encargos com a prestação de serviços sociais à população carenciada. O declínio é paulatino mas continuo, de há cerca de 20 anos a esta parte, arrastando muitas dificuldades para a generalidade das instituições sociais. O relatório e as contas foram aprovados por unanimidade depois de sumariados aos sócios (Irmãos). Nesse sumário destacaram-se outros factos de 2018, como o registo definitivo pela Segurança Social das alterações aos estatutos votadas em 2015; o aumento para 84 utentes da capacidade da Creche Alberto Pacheco; o início da distribuição de alimentos secos a mais de 100 pessoas, no âmbito do Programa Operacional Apoio às Pessoas Mais Carenciadas; a assinatura de um Contrato de Comodato e Gestão de um apartamento com a “Habitar E.M.”, destinado a acolher pessoas sem-abrigo (que deverá abrir ainda este mês de abril de 2019); e a decisão da Mesa Administrativa de instalar um Centro de Atividades Ocupacionais em Fajões, para 30 utentes, decisão que implicou providenciar-se pela obtenção de parecer favorável do Centro Distrital de Aveiro do Instituto de Segurança Social IP, e pela emissão de alvará de utilização da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis (a abertura desta nova resposta social deverá acontecer em 2019). Com a Câmara Municipal de S. João da Madeira foram firmadas diversas parcerias, sobrelevando-se a subsidiação da Cantina Social para se colmatar a redução da frequência comparticipada pela Segurança Social, e o contrato de prestação de serviços para desenvolvimento de Atividades Extracurriculares em cinco escolas do ensino básico do concelho. Finalmente, na atividade social, fez-se menção à visita do Bispo Auxiliar do Porto, D. António Taipa, e ao acolhimento de 1.122 peregrinos marianos e caminheiros de santiago. A assembleia encerrou com a aprovação (igualmente por unanimidade) de dois financiamentos não onerosos, um contrato de factoring para antecipar receitas da Administração Regional de Saúde do Norte sobre a prestação de serviços da Unidade de Cuidados Continuados; e uma conta corrente caucionada para apoio pontual à tesouraria.


Lar Residencial do Pisão de portas abertas há um ano

Lar Residencial do Pisão

O Lar Residencial do Pisão, da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, celebrou um ano após a sua inauguração, em 21 de Março de 2018. Com lotação completa desde a sua abertura, o Lar proporciona alojamento coletivo, temporário ou permanente, a pessoas portadoras de deficiência e incapacidade, com idade superior a 16 anos. Na sua maioria, o Lar acolhe situações em que existe indisponibilidade ou ausência da família para cuidar ou assegurar os cuidados básicos dos seus familiares.
Com uma equipa organizada para assegurar serviços permanentes e adequados à problemática das pessoas portadoras de deficiência, o Lar Residencial do Pisão funciona 24h por dia, garantindo todos os cuidados de modo a asseverar o bem-estar físico, psicológico, social, emocional e moral dos seus residentes. Entre as várias atividades disponíveis, conta-se a ginástica, dança, hidroterapia, terapia ocupacional e lúdicas terapêuticas, atividades socialmente úteis, entre outras.

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