McDonald’s reabre restaurantes com reforço na confiança do serviço prestado

McDonald’s reabre restaurantes com reforço na confiança do serviço prestado

O McDonald’s abriu portas esta segunda-feira, 18 de maio, no arranque desta segunda fase do desconfinamento, seguindo as orientações das autoridades sanitárias. “Tivemos substanciais quebras de vendas”, admite Francisco Nadais, responsável de cinco restaurantes da cadeia na região, mas “não recorremos a qualquer tipo de apoio, nomeadamente ao lay off. Pois, um dos maiores capitais que temos são os nossos funcionários, e eles sabem o valor que lhes damos”, refere. Sobre os clientes, considera que a ligação com eles nunca foi interrompida e, conforme garante, ainda foi substancialmente reforçada. “As visitas que já começamos a ter são reflexo disso”, assegura o franchisado.

Esta segunda-feira, 18 de maio, arrancou a segunda fase do desconfinamento e com ele a abertura da restauração. O McDonald’s não fugiu à regra e abriu portas, com a exceção do restaurante localizado no Centro Comercial 8ª Avenida, por força da obrigatoriedade do encerramento das grandes superfícies.
Mas, apesar disso, durante o período em que vigorou o Estado de Emergência, não deixou de estar ao serviço dos portugueses, tendo mesmo se envolvido no apoio solidário aos mais carenciados e aos profissionais que estiveram na primeira linha do combate à Covid-19. Em simultâneo, manteve os seus restaurantes com o serviço drive-thru ativo e no qual se notou um crescimento exponencial.
Francisco Nadais referiu a ‘O Regional’ que nesse período os restaurantes de Entre Douro e Vouga trabalharam com o McDrive e ainda com o McDelivery, à exceção de Lourosa. “Foi e continua a ser, um grande desafio para a nossa equipa. Estivemos concentrados em prestar um serviço muito relevante aos nossos clientes, de forma segura, eficiente, conveniente e simpática”.
E, nestes dois meses de confinamento, e com a manifesta falta de alternativas na restauração, recorda o facto de terem estado sempre presentes. “Os nossos clientes valorizaram muito esse nosso serviço, mas a exigência e o cumprimento de todos os procedimentos recomendados para operarmos em segurança foram seguidos escrupulosamente e, como tal, não tivemos qualquer contrariedade com toda a nossa equipa”, assegura.
De salientar que durante este período houve, também, momentos de grande afluência aos McDrives, “mas com alguma paciência dos nossos clientes e diligência das nossas pessoas, fomos sendo capazes de dar a resposta desejada. E esse é o balanço mais relevante a fazer”, refere.
Na segunda-feira, dia 18, foram reabertas as salas e esplanadas para “take-away” e para o serviço normal, nos quatro restaurantes que se mantinham em funcionamento. Para o efeito, os restaurantes estão a seguir as orientações das autoridades sanitárias, donde se destaca a obrigatoriedade do uso de máscara, mas o acesso está condicionado ao espaço. As salas estão equipadas com gel desinfetante, disponível em vários pontos de distribuição, e os procedimentos de higienização permanente do espaço e do equipamento disponível são uma constante.
Entretanto, as salas sofreram uma adaptação, com recurso a acrílicos, “para aumentar a segurança”, refere Francisco Nadais. Mas, as regras impostas passam ainda pela definição de circuitos de circulação e de distanciamento, de lotação e espaçamentos entre mesas, ajustados ao determinado pelo Governo e circuitos de climatização revistos.
Perante todas estas regras, as expectativas do regresso dos clientes ao interior dos restaurantes e esplanadas “são ótimas, já que a ligação com os nossos clientes nunca foi interrompida”, refere. “Considero que foi substancialmente reforçada, e as visitas que já começamos a ter são reflexo disso, com as pessoas a entrarem, a cumprir todas as recomendações, sem quaisquer problemas de adaptação a uma nova forma de estar”.
Mas, durante este período de maior confinamento, admite que teve quebras de venda, até porque, como adiantou a ‘O Regional’, teve de fazer ajustamentos de horários de funcionamento, “que fizemos voluntariamente, mas também coordenados com os gabinetes de Proteção Civil dos concelhos em que temos os nossos restaurantes, quer ainda pelas grandes limitações de circulação de pessoas que existiram, principalmente durante o Estado de Emergência”.
Mas, isso não foi motivo para que tenha tido a necessidade de recorrer a qualquer tipo de apoio, nomeadamente ao lay-off. “Ajustámos a nossa equipa a esta realidade, porque as pessoas são um dos maiores capitais que temos e elas sabem o valor que lhes damos”.
Para Francisco Nadais, “as empresas têm de ter a robustez financeira para em situações de contrariedade serem capazes de avançar”. E acrescenta que os empresários “têm de ser resilientes, determinados, corajosos e líderes, para na dificuldade estarem prontos para agarrar as oportunidades. Felizmente, está a haver muitos casos com estas características e estamos a assistir a muitos exemplos de empresas a reinventarem-se, sem esperarem por ajuda e a encontrar novos caminhos”.
E concluiu, afirmando que “é agora que se afirmará quem estiver mais preparado. E, nós estamos nesse grupo”.

Paulo Guimarães

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