McDonald’s na região ofereceu mais de duas mil refeições a profissionais da saúde

McDonald’s na região ofereceu mais de duas mil refeições a profissionais da saúde

Franqueados da McDonald’s de todo o país ofereceram, desde 18 de março, 120 mil refeições a profissionais da saúde, numa iniciativa que decorreu nos McDrives, e no âmbito da pandemia do novo coronavírus. Numa primeira fase, a ação solidária da empresa visou os profissionais de saúde e agora está focada no apoio à população mais fragilizada e que enfrenta sérios problemas económicos provocados pela crise de saúde pública que o país atravessa. Na região, Francisco Nadais é o responsável de quatro restaurantes da cadeia, em Espinho, Lourosa, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira, onde foram oferecidas mais de duas mil refeições.

Os franqueados da McDonald’s em Portugal, desde o dia 18 de março, altura em que o país entrou em Estado de Emergência devido à pandemia do novo coronavírus, contribuíram com a oferta de refeições a profissionais da saúde, num total que chegou às 120 mil, distribuídas nos McDrives espalhados pelo país. Nos quatro restaurantes na região, da responsabilidade de Francisco Nadais, em Espinho, Lourosa, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira, foram oferecidas mais de duas mil refeições.
A empresa optou, desde a primeira hora, estar na linha da frente, sendo que até à Páscoa estiveram com uma campanha que forneceu refeições gratuitas aos profissionais da saúde, e agora, numa segunda fase, apontam as suas baterias para o apoio à população que está mais fragilizada e que enfrenta sérios problemas económicos provocados pela crise de saúde pública que o país atravessa. Nesse sentido, a McDonald’s está agora a apoiar o Banco Alimentar Contra a Fome, tendo na primeira semana já contribuído com cinco mil litros de sopa e uma tonelada e meia de alimentos.
“Esta foi a nossa forma de agradecer aos profissionais da saúde tudo o que estão a fazer pelos portugueses nesta fase, provavelmente, a mais difícil que alguma vez vivemos. A nossa missão continua com entregas regulares de alimentos ao Banco Alimentar Contra a Fome com vista a apoiar as famílias mais fragilizadas. Um grande obrigado aos franqueados e às equipas McDonald’s”, referiu Sérgio Leal, diretor de marketing e comunicação da McDonald’s Portugal.
A nível da região, Francisco Nadais é responsável pelos restaurantes de Espinho, Lourosa, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira, que também aderiu à campanha nacional, e onde foram oferecidas mais de duas mil refeições com um preço médio de 7,5 euros. “Foi uma experiência única, com muito reconhecimento de quem nos procurou e onde também nos sentimos na linha da frente neste combate que todos estamos a travar”, refere. A sua preocupação passa também pelo facto de se estar a combater “um inimigo que se movimenta entre nós de forma silenciosa e matreira. Nós que temos estado na retaguarda ativa deste combate, temos tido a noção muito presente deste facto”, assegurou.
Mas toda esta crise está também a ter reflexos económicos na empresa. Francisco Nadais tem consciência solidária, mas gere um negócio, e precisa de olhar para o facto de ser responsável por um elevado número de pessoas que estão ao seu encargo. E, nesse sentido, considera que o impacto da obrigatoriedade do encerramento da atividade, limitando-a ao takeaway, tem sido sentido. “Como em todas as atividades económicas, os impactos são grandes e profundos e, em particular, no setor da restauração, o fenómeno negativo tem sido exponenciado. Um dos meus restaurantes, no Centro Comercial 8ª Avenida, está encerrado desde o dia 18 de março e ainda sem data prevista para reabrir”, lembrando que está dependente de como a epidemia evoluir.
“Até ao momento, a minha grande preocupação tem sido garantir que toda a minha equipa está ativa, a trabalhar e em segurança, não tendo recorrido a qualquer tipo de apoio para tal”, assegura. “A receita para que tudo esteja a funcionar com eficiência e tranquilidade tem sido um grande espírito de solidariedade e compromisso de todas as pessoas, sem exceção, pelo qual estou muito reconhecido e motivado”.
Para o empresário, “são momentos como este em que conseguimos perceber efetivamente quem está connosco”, fazendo com que os impactos económicos existentes “sejam minimizados por esta entrega e disponibilidade dos meus colaboradores”, frisou.
Em termos de faturação global dos seus restaurantes, Francisco Nadais admite uma quebra no volume de faturação, “no entanto, os meus clientes têm sido de uma grande generosidade para connosco, compreendendo o esforço que temos feito durante este período para estarmos abertos e podermos prestar um serviço que creio ser relevante para a nossa comunidade. Este facto tem sido muito valorizado pela procura que temos tido”.
Para o empresário, “temos sido um oásis na restauração da nossa zona, pois temos estado sempre presentes”, sendo que lembra que foram obrigados a adaptarem-se a “um novo mundo”, passando pelo aumento dos procedimentos de segurança, o que levou a que o serviço se tornasse mais lento. Apesar disso, considera que os clientes compreenderam e não deixaram de vir ao restaurante, “por vezes mantendo-se nas suas viaturas em filas consideráveis”.
Para o empresário, “este tem sido um processo de permanente aprendizagem, adaptação e evolução. Alteramos horários de funcionamento e formas de trabalhar”. Lembra, ainda, que muitos foram aqueles que descobriram o McDonald’s, por força das circunstâncias, acreditando que também “temos sido diferenciadores para aquelas famílias, que, estando recolhidas, têm, através dos serviços do McDrive ou de McDelivery, que é operado pelo nosso parceiro Uber Eats, apenas não disponível em Lourosa, a oportunidade de ter em casa uma refeição diferente”.
A pensar no futuro e na abertura da economia, após o termo do Estado de Emergência, Francisco Nadais garante estar a preparar os seus restaurantes “para voltar a um ambiente mais próximo da realidade antes da Covid-19 e planeamos a curto prazo voltar a abrir as nossas salas de forma faseada. Inicialmente permitindo o takeaway a clientes que se desloquem pedonalmente aos restaurantes, garantindo o distanciamento social recomendável e todas as outras recomendações feitas pelas autoridades de saúde”.
Numa segunda fase, assegura que irá ser permitido o uso das salas e esplanadas, “mas tal, será feito de forma gradual e com o espaçamento de lugares que for recomendável em cada estágio de evolução do processo de normalização de saúde pública”, assegura. O empresário garante ainda que irão estar atentos a todas as recomendações da DGS e do Governo, “sem precipitações, com muita tranquilidade e responsabilidade”, concluiu.

Paulo Guimarães

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