Mais de mil pessoas são assistidas diariamente pela Santa Casa

Mais de mil pessoas são assistidas diariamente pela Santa Casa

A Santa Casa da Misericórdia reuniu-se em assembleia-geral, em 30 de novembro findo, para aprovação do plano de atividades e orçamento para 2019, prevendo a ordem de trabalhos (também) deliberar sobre uma autorização para venda de dois apartamentos e três terrenos de lavradio, pedida pela Mesa Administrativa, e a oneração de um imóvel para que se constitua como garantia de pagamento de um financiamento, a contratar.
A assistência foi em número regular, tendo presidido à Mesa da AG José da Silva Pinho, secretariado por Manuel Castro Almeida e José Duarte da Costa. Destaca-se da sessão a intervenção do Provedor, José Pais Vieira, que enfatizou a fase de grande crescimento que vive a instituição, bem patente no número de colaboradores – cerca de 300 – “e sobretudo, no que é mais importante, no número de pessoas a quem prestamos serviços”, mais de mil diariamente.
A compra, em fevereiro de 2018, do insolvente “Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos”, de Fajões, em fase de liquidação, incrementou a atividade em cerca de 30%, passando o volume orçamental para cerca de 6,5 milhões de euros. O próximo ano, de 2019, é o primeiro em que o complexo social de Fajões será gerido já alijado dos custos com o processo de aquisição e com a adequada instalação das respostas sociais, devendo funcionar a totalidade do período em situação corrente.
O Provedor anunciou a prossecução, em 2019, da senda de crescimento, através da instalação de um Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) para a área da deficiência, e da duplicação da capacidade de atendimento do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), estendendo a prestação de serviços principalmente a S. João da Madeira. Será, ainda, clarificado se os Apartamentos de Autonomização construídos no complexo social de Fajões abrem como tal ou se se convertem em extensão do Lar Residencial, matéria a esclarecer com a Segurança Social.
Depois, garantiu a continuidade da Cantina Social, distribuindo refeições quentes a pessoas que não tenham onde confecioná-las. A Cantina Social foi viabilizada por uma parceria com a Câmara Municipal, que garante a distribuição das refeições necessárias que fiquem a descoberto no protocolo com a Segurança Social.
Com o Município firmaram-se ainda outras duas parcerias, no âmbito do apoio a cuidadores de pessoas dependentes e a pessoas sem-abrigo, sendo que, neste caso, a Misericórdia poderá vir a gerir um apartamento de autonomização para três pessoas, preparando a sua integração social.
O Provedor realçou as dificuldades financeiras que este crescimento gera, evidenciado no resultado liquido negativo que se estima no orçamento para 2019, pouco acima dos 100 mil euros. Todavia, espera-se um resultado operacional (sobre a atividade social) positivo, tal como os meios libertos o deverão ser.
O plano de atividades e o orçamento foram apresentados na assembleia por técnicos da instituição, tendo o Presidente do Conselho Fiscal, Daniel Bastos, pronunciado o parecer deste órgão social, que é favorável à aprovação dos documentos. O que sucedeu, e por unanimidade.
Daniel Bastos referiu estar-se perante “um plano e um orçamento ambiciosos, ambição que se traduz nos números estimados para um ano (2019) que não terá conjuntura favorável. Todavia, a Mesa Administrativa vem merecendo a confiança dos Irmãos e certamente será bem-sucedida”.
Quanto aos demais assuntos previstos na ordem de trabalhos, foram todos aprovados por unanimidade, designadamente a venda de património que veio à posse da Misericórdia no processo de compra do insolvente “Centro Social Dr.ª Leonilda Silva Matos”. Este património não deverá ser afetado a funções sociais, pelo que a melhor forma de o rentabilizar deverá passar pela venda.

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