Intervenção vai “transformar radicalmente o Bairro do Orreiro”

Intervenção vai “transformar radicalmente o Bairro do Orreiro”

As obras de requalificação em curso em quatro prédios do Bairro do Orreiro estão a correr a bom ritmo, preparando-se a Câmara para alargar a intervenção que visa melhorar a eficiência energética e conforto das habitações aos restantes sete blocos. Um “programa que vai transformar radicalmente o Bairro do Orreiro”.

Quatro dos 11 prédios do Bairro do Orreiro estão a ser alvo de intervenção que visa a substituição da cobertura de fibrocimento, colocação de lã de rocha e capoto no revestimento da fachada, assim como colocação de vidros duplos, intervenção que permitiu “melhorar as condições de isolamento térmico e de conforto”, prevenindo infiltrações, como explicou aos jornalistas Jorge Sequeira, presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, no âmbito da “visita de acompanhamento” realizada ao bairro no passado dia 11 de Abril.
No exterior dos edifícios estão também a ser instalados estendais da roupa, com “dimensão decorativa”, sendo que esta obra inclui ainda “intervenção nas partes comuns” dos prédios, nomeadamente com “pintura dos corredores e hall de entrada”, onde será colocado “lambrim para melhoria da qualidade estética e funcional”.
Trata-se de uma intervenção orçamentada em cerca de 1 milhão de euros, financiada por fundos comunitários e comparticipada pelo orçamento do município sanjoanense e está, segundo o presidente da autarquia, “prestes a ser concluída”.
Estes prédios têm cerca de “25 a 30 anos” e estavam numa fase em que “reclamavam intervenção”. As obras actualmente em curso nos quatro prédios abrangem um total de 104 fogos, num universo de cerca de 400 pessoas.
Do contacto com os moradores, Jorge Sequeira garantiu que “o feedback é muito positivo” e que “as pessoas já sentem o conforto térmico”, pelo que sublinhou a sua “satisfação”, uma vez que “os resultados pretendidos estão a ser sentidos pela população”.

Intervenção alargada aos restantes sete blocos

Jorge Sequeira na visita de acompanhamento das obras no prédios de habitação social.

No próprio dia desta visita, a Câmara procedeu à abertura das propostas apresentadas no âmbito do concurso público para a “reabilitação dos restantes sete blocos” do Bairro do Orreiro, numa “intervenção semelhante” à que está em curso e que irá abranger “um total de 300 fogos”. Jorge Sequeira lembrou que esses edifícios foram intervencionados “há uns anos”, mas “apenas com pintura da fachada”.
Com esta intervenção, o município pretende “pôr cobro às enormes queixas de infiltrações, bolores e diversas patologias”. “A Câmara cumpre o seu dever de reabilitar as habitações que são sua propriedade”, afiançou Jorge Sequeira, lembrando o “dever legal e para com os seus inquilinos de proporcionar boas condições”.
Orçamentada em cerca de 1,8 milhões de euros, esta obra será financiada através de fundos comunitários e com recurso a financiamento contratado através do IFRRU 2020, instrumento financeiro de apoio à reabilitação urbana.
“Este é um programa significativo que vai transformar radicalmente o Bairro do Orreiro”, espaço habitacional que Jorge Sequeira considera ser “um sítio muito aprazível para se viver”, recordando que foi também recentemente intervencionado o “espaço lúdico que resolveu o problema muito antigo” ao nível das infiltrações e equipamentos.
“Ao fim de mais de duas décadas, este bairro vai ficar praticamente novo”, sublinhou Jorge Sequeira.
Confrontado com algumas queixas relatadas em reunião de Câmara pelos vereadores da Coligação PSD/CDS relativas a problemas com os estendais e estores, o presidente da Câmara referiu que não recebeu essa indicação por parte dos moradores, tendo falado com os projectistas na sequência das questões levantadas pela oposição, para averiguar essas eventuais queixas para, caso exista algum problema, seja tido em conta na próxima intervenção. “Pedimos que sempre que há problemas que devem alertar a Câmara”, disse o presidente da autarquia, defendendo que “os problemas não são para esconder, são para ser falados e resolvidos”.

Joana Gomes Costa

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