Hospital vai manter quase metade das consultas por telefone

Hospital vai manter quase metade das consultas por telefone

Durante a retoma da atividade, o Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga quer manter 43% das consultas externas por telefone. Pelo menos enquanto a pandemia durar. Mais para a frente, a ideia é que cerca de 20% a 25% das consultas externas possam realizar-se desta forma.

O Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV), no qual se inclui o hospital de S. João da Madeira, vai tentar manter quase metade das consultas externas por telefone durante a primeira fase de retoma da atividade normal. As teleconsultas parecem ser uma solução que veio para ficar, que beneficiam quem tem que percorrer muitos quilómetros até ao hospital. A medida está em linha com o que uma boa parte dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a fazer, para evitar unidades lotadas e garantir as medidas de segurança nas salas de espera. Pelo menos enquando a pandemia durar.
Só em março e abril, o CHEDV, que inclui os hospitais de S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, realizou 13.253 consultas sem a presença física dos doentes, o que representa 43% do total das consultas realizadas. Agora, terminado o período do estado de emergência e na preparação da retoma da atividade, o presidente do Conselho de Administração do CHEDV, Miguel Paiva, esclarece que “foi feito um levantamento, serviço a serviço, quanto à utilização da teleconsulta em termos de consulta externa”.
A ideia, explica, é “manter em regime de consulta não presencial toda a atividade que possa ser realizada desta forma, sem que a qualidade clínica e a relação médico-doente se perca”. A estratégia de utilização das consultas sem a presença física dos doentes não será idêntica para todos os serviços. Mas nesta primeira fase, “é previsível que a proporção se mantenha dentro dos valores observados em março e abril”.
Ou seja, 43% do total das consultas externas deverão manter-se por telefone para já. Mas com o avançar do tempo, é previsível que as teleconsultas venham para ficar, ainda que em menor proporção, já que têm resultado bem. “Logo que se levantem os constrangimentos ainda existentes, prevemos que cerca de 20 a 25% do total do movimento de Consulta Externa possa vir a realizar-se desta forma”, explica Miguel Paiva.

Regras de segurança
Nos hospitais do país, e para quem se afigura inevitável deslocar-se, também há novas regras, onde entram o uso de máscaras cirúrgicas e a higienização das mãos à entrada dos serviços. Só entram doentes com convocatória e, nas salas de espera, os bancos disponíveis para utilização serão espaçados – os restantes terão um papel a proibir o seu uso.
O acesso aos hospitais conta com uma triagem que engloba um questionário de sintomas e medição da febre. E todos os doentes para tratamento ou cirurgias terão de ser submetidos a testes à Covid-19.

Catarina Silva

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