Hospital S. Sebastião abriu portas há 20 anos

Hospital S. Sebastião abriu portas há 20 anos

O Hospital S. Sebastião, que tutela a unidade hospitalar de S. João da Madeira, abriu portas há 20 anos e já atendeu mais de meio milhão de utentes. A abertura do serviço de reumatologia, inauguração do segundo “cantinho da amamentação” e a entrega de uma viatura “nova” ao programa de Hospitalização Domiciliária marcaram a efeméride de uma unidade de saúde com uma “ambição renovada”.

O Hospital S. Sebastião (HSS) em Santa Maria da Feira, unidade central do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) que, além dessa unidade, tutela também os hospitais de S. João da Madeira e de Oliveira de Azeméis, assinalou, na última sexta-feira, dia 4, 20 anos após a data da sua fundação.
Miguel Paiva, presidente do Conselho de Administração do CHEDV, começou por salientar o trajeto desta unidade de saúde, assumindo que “20 anos, após o nascimento do Hospital, continuamos a construir momentos felizes, que simbolizam o retomar do espírito vanguardista e inovador de todos aqueles que contribuíram para a sua criação”.
Este responsável evidenciou várias vezes uma ambição renovada dos mais de 1.800 profissionais que “diariamente prestam serviços de qualidade” e assegurou que “a abertura de um hospital, tão especial e marcante como foi o S. Sebastião, é algo que deixa uma marca impossível de esquecer”, revelando que no CHEDV todas as três unidades são importantes e o “Hospital S. Sebastião é uma delas”, enfatizou.
Passadas quase duas décadas desde que o HSS abriu as suas portas e começou a receber os primeiros doentes, o conselho de administração revela que se tratou de um caminho de “muitas conquistas” e de resultados positivos. “Conseguiram-se resultados de produtividade que não tinham par nos hospitais congéneres, volumes de produção cirúrgico e de consulta que demonstravam uma capacidade de rentabilização dos recursos humanos e materiais que eram referência no Serviço Nacional de Saúde”. Miguel Paiva assumiu mesmo que, “perante as adversidades, esta instituição cresceu, inovou e hoje é uma referência nas áreas de ortopedia, cirurgia, saúde mental, medicina física e reabilitação”, considerando que “a nossa instituição é hoje merecedora de respeito, orgulho e louvor”.

“Elevados padrões de qualidade”

Recorde-se que o Hospital S. Sebastião foi a primeira unidade hospitalar do país com gestão empresarial, modelo esse que viria a servir de base para a atual versão de Entidades Públicas Empresariais que vigora nos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Miguel Paiva lembrou, em dia de aniversário, que foi possível a esta unidade “fazer acompanhar estes resultados com elevados padrões de qualidade e inegáveis ganhos em saúde para esta população”.
Segundo dados revelados pelo CHEDV, desde a sua abertura, nas três unidades de saúde, tratou cerca de 400 mil utentes em internamento, foram atendidos mais de 2.900.000 doentes nos episódios de urgência, e realizadas mais de 3.965.000 consultas e 281.500 cirurgias. Dados revelados dão ainda conta que 570.254 utentes estão registados, o que significa que mais de meio milhar de cidadãos já terão sido, algum dia, atendidos nesta unidade hospitalar.
Durante a sua intervenção, num dia que considerou ser de “emoções fortes”, Miguel Paiva destacou a abertura de um serviço que vem ao encontro das necessidades de muitos doentes do CHEDV. “A Reumatologia já cá existia, mas sempre integrada noutros serviços”, mas, a partir de agora, “passaremos a estar abertos a receber todos os doentes” que sofrem de várias patologias numa região com 350 mil habitantes. Este novo serviço conta com três médicas.
Paula Valente, diretora de Serviço, lembrou que “metade” da população “sofre de uma doença reumática” e com “tendência crescente”. Consultas externas e internas e um hospital de dia são as valências disponíveis.

Hospitalização Domiciliária – “este é o caminho”

Já a coordenadora da comissão de proteção e promoção do aleitamento materno, Dulce Brito, assegurou que o “cantinho da amamentação”, instalado no serviço de obstetrícia, é o segundo em funcionamento dos seis que estão agendados para o centro hospitalar. “Estabelecer padrões de boas práticas” e ainda a criação de um manual de aleitação tem sido o trabalho daquela comissão constituída por 15 elementos.
Um dos momentos altos da cerimónia foi a entrega da nova viatura, fruto da Liga dos Amigos do Hospital de S. Sebastião e de empresários feirenses, ao programa de Hospitalização Domiciliária. O programa arrancou a 2 de Novembro do ano passado.
Pedro Tadeu, coordenador do programa, assegurou que, até ao último dia do ano, foram apoiados 27 doentes – 10 mulheres e 17 homens – que foram internados nas suas residências, junto de cuidadores ou familiares. Desses, 23 já tiveram alta, tendo a média de internamento andado nos 7/9 dias. A maioria destes doentes afetados por doenças do foro respiratório. Receberam uma média de 10,5 visitas dos profissionais de saúde agregados a este programa. Este responsável garantiu que a criação “deste programa já poupou umas boas camas ao hospital”, revelando que os questionários “anónimos”, a que os beneficiários responderam, deram uma nota “média de 3,88, num máximo de quatro”. Mas, apesar de tudo, o médico assegurou uma maior sensibilização “dos colegas” e da comunidade, uma vez que doentes e seus familiares ainda “rejeitam” o internamento em casa por “desconhecimento dos seus benefícios”.
Raquel Duarte, Secretária de Estado da Saúde, marcou presença na cerimónia comemorativa e destacou a intervenção na Hospitalização Domiciliária, assegurando que “este é o caminho”, enaltecendo que esta é uma das “mais importantes ferramentas” de uma política governamental que aposta no “cuidar do doente em casa”.
A representante do Governo lembrou que este programa já chegou a 25 hospitais – “é uma grande aposta e uma grande oportunidade”, reforçando também a necessidade da sua divulgação, pois garantiu que “junto dos doentes ainda não há uma consciência desta oferta”, reafirmando: “os pacientes são acompanhados em casa como se estivessem em serviço hospitalar e com mais conforto”, dando conta que o Ministério pretende “alargar” este projeto a mais hospitais do país.

António Gomes Costa

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