Estudantes sanjoanenses criam aplicação para ver lotação das praias

Estudantes sanjoanenses criam aplicação para ver lotação das praias

Quatro alunos da Escola Secundária Serafim Leite, em S. João da Madeira, criaram em apenas quatro dias e a trabalhar à distância, uma aplicação para telemóvel que vai permitir aos banhistas ver qual é a ocupação de todas as praias do país e ajudar a decidir na hora de sair de casa.

São quatro estudantes que, com o Verão à espreita e as medidas do Governo para tentar limitar a lotação das praias e fazer cumprir o distanciamento de segurança, decidiram pôr mãos à obra. Bruno Dylan, Diogo Resende, Jorge Correia e Nuno Castro, todos do 12º ano do curso técnico-profissional de Programação, da Escola Secundária Serafim Leite, em S. João da Madeira, são os responsáveis: criaram uma aplicação para smartphone que engloba as 580 praias do país, incluindo ilhas, onde poderemos ver qual o nível de ocupação ainda antes de sair de casa.
Num vídeo publicado no Youtube para explicar como funciona a aplicação, os quatro alunos referem que o “Verão de 2020 será diferente” e explicam que graças à app que criaram poderá ser possível, mesmo durante a pandemia, aproveitar o sol e a praia em segurança. Os estudantes levaram apenas quatro dias neste projeto, tal foi o entusiasmo e as horas a que lhe dedicaram, uma média de 14 horas diárias. Foi tudo feito à distância, a partir da casa de cada um, e a professora de Programação Fátima Pais coordenou o trabalho. A aplicação chama-se SandSpace, ou seja, “espaço de areia”.
Os alunos começaram por identificar todas as praias marítimas e fluviais do país, no continente e arquipélagos, incluindo as não concessionadas. Um trabalho difícil, já que não há nenhuma base de dados do país que englobe todas. Identificaram 580. Na aplicação é possível pesquisá-las pelo nome ou pela localização por concelho e distrito. Também dá para ver qual a temperatura e a velocidade do vento em cada uma das praias.
Mas agora para a app funcionar, tudo depende do utilizador. Serão os próprios banhistas que vão fornecer dados à aplicação sobre a ocupação da praia onde estiverem: se está com pouca gente, muita ou lotada. O software depois mostra a quantidade de pessoas em indicadores coloridos, em jeito de semáforo: o verde significa que está pouca gente, o amarelo indica que já há poucos espaços para estender a toalha e o vermelho serve para avisar que a praia está na lotação limite.
Os sinais coloridos vão refletir a média de ocupação das últimas duas horas e mostrar também quantos utilizadores contribuíram para esses dados e há quanto tempo o fizeram. O objetivo é ter sempre informação atualizada, usando os últimos dados fornecidos pelos utilizadores, para que quem está em casa a decidir o seu destino possa evitar viagens desnecessárias.
A app será gratuita e já está disponível para smartphones com o sistema operativo Android, na Google Play. A aplicação também vai mostrar as medidas legais impostas pelo Governo durante a época balnear, para sensibilizar a população para o cumprimento das regras.

Catarina Silva

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