ERSUC vai remunerar resíduos recicláveis

ERSUC vai remunerar resíduos recicláveis

O município aprovou, esta semana, em reunião de Câmara, o protocolo de gestão de recicláveis a celebrar com a ERSUC, que passará a remunerar os resíduos separados recolhidos no concelho de S. João da Madeira. Com base nos dados actuais, a autarquia estima uma receita anual na ordem dos 28 mil euros.

Com o intuito de ver prosseguidas as metas estabelecidas pelo PERSU – Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos em matéria de recolha selectiva, a ERSUC implementou um serviço de recolha porta-a-porta junto do canal HORECA. No entanto, desde 2007 que o município de S. João da Madeira tem implementado o projecto «Comércio Verde», que tem a mesma natureza e âmbito, pelo que se tornaria redundante a ERSUC estender o seu serviço ao município sanjoanense.
Em alternativa, e no intuito de ressarcir o município dos encargos com o serviço que, por contrato de concessão seria da responsabilidade da ERSUC, as duas entidades vão celebrar um protocolo, quer passará a remunerar as quantidades de resíduos recicláveis recolhidos em S. João da Madeira nas fileiras do papel/cartão, plástico/metal e vidro.
O protocolo define a valor a pagar por cada tonelada dentro de cada uma das três fileiras de resíduos, sendo que o montante difere, mediante os resíduos, sejam recolhidos pela ERSUC ou entregues pelo município nas instalações da empresa.
Partindo destes valores e dos actuais rácios de resíduos recolhidos, o município estima uma receita anual na ordem dos 28 mil euros.
Para o presidente da autarquia, Jorge Sequeira, esta é uma “boa medida, vantajosa para o município” e que permitirá “melhorar a nossa capacidade de intervenção”.
O vereador Paulo Cavaleiro considera que este protocolo permite dar resposta a um “sentimento de injustiça”, pois “não havia benefício para o município de S. João da Madeira por investir mais no sistema de recolha”. Congratulando-se com este passo, o vereador da coligação PSD/CDS defendeu que é agora “tempo de valorizar também o cidadão”, atribuindo “um retorno financeiro do esforço” com a separação dos resíduos recicláveis.
Jorge Sequeira recordou que a Câmara apresentou, na passada semana, um conjunto de propostas, estando a preparar outras medidas que visam “valorizar e incentivar comportamentos ambientais”. “Se não mudarmos o nosso comportamento, o nosso planeta não tem salvação”, afiançou o edil, defendendo que “a Câmara deve servir de exemplo e apontar caminhos”, recordando a decisão de passar apenas a comprar papel reciclado para uso nos serviços municipais.

Joana Gomes Costa

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