“Equipa tem conseguido dar resposta, apesar do acréscimo de trabalho”

“Equipa tem conseguido dar resposta, apesar do acréscimo de trabalho”

O crematório do Cemitério N.º 3 foi reforçado com mais um coveiro e, até ao momento, realizou cerca de 23 cremações, com indicação covid. Segundo a autarquia, o equipamento tem “conseguido dar resposta” ao número de pedidos.

A Covid-19 mudou a vida, mas também a morte. O coronavírus chegou praticamente sem avisar e, além dos hospitais, pôs à prova os crematórios do país. O número de óbitos aumentou com a pandemia e as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam que, “de preferência”, se deve optar pela cremação.
“Já fizemos pelo menos 23 cremações, com indicação de covid, que inclui municípios vizinhos”, re­feriu a ‘O Regional’ o presidente da autarquia. Jorge Vultos Sequeira diz ainda que, em termos de reforço de pessoal, “admitimos um coveiro já no quadro da covid” e a “equipa tem conseguido dar resposta, apesar do acréscimo de trabalho”. Não adianta, no entanto, mais pormenores quanto ao número de cremações realizadas em média por dia fora do contexto covid.
Segundo apurámos, grande parte das cremações dos “infectados com o coronavírus” são de pessoas que residiam no concelho de Ovar.
Os rituais fúnebres mudaram por completo nesta altura. As agências funerárias transportam o corpo do hospital para o cemitério sem abertura da urna e com presença muito limitada pessoas. O caixão não é aberto e os familiares têm de manter a distância de segurança, estando impedidos de ver o ente querido.
Apesar da autarquia não revelar o número de mortes de pessoas que já morreram em S. João da Madeira com Covid-19, avançando apenas, e só, os dados com base em informação fornecida pela autoridade de saúde local, quanto ao número de mortes de Covid-19, ‘O Regional’ avançou, na última edição, que, até ao início da última semana, foram realizados cerca de seis funerais em S. João da Madeira cuja vitimas, todas elas idosas, morreram de Covid-19.

Crematório em funcionamento desde janeiro de 2010
Lembre-se que o crematório do Cemitério N.º 3, em São João da Madeira, entrou em funcionamento em janeiro de 2010. Trata-se de uma infraestrutura com capacidade para realizar cinco cremações por dia e a área de influência não se restringe apenas ao concelho. O crematório ocupa um edifício de dois pisos para, assim, simular a descida da urna à terra, através de uma plataforma móvel.
A cremação dura aproximadamente duas horas, a uma temperatura de 1800 graus. Os restos mortais podem ser depositados no roseiral do cemitério, no ossário perpétuo privado ou no geral.
A construção deste crematório era uma ideia era bastante antiga por parte da autarquia. A instalação de um forno crematório no cemitério de S. João da Madeira remonta a 1982, mas o projeto só viria a ser desenhado em 2006.
Em 2016, segundo os dados mais recentes disponíveis, foram feitas 313 cremações em S. João da Madeira, incluindo 55 ossadas. A maior parte, 98, de residentes no concelho. 36 de residentes em Vila Nova de Gaia, 27 em Santa Maria da Feira, 25 em Oliveira de Azeméis, 24 em Ovar, 22 em Espinho, 14 em Aveiro. De Fiães, foram cremadas cinco pessoas.
Nesse ano, foram também feitas cremações de pessoas de Viana do Castelo, Guimarães, Penafiel e Alcobaça, entre outras regiões.

António Gomes Costa

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