Educação

“Todos sabem que nós somos uma cidade Educadora”

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Trata-se de um fórum de formação e debate sobre temas que preocupam a comunidade educativa. Durante dois dias, a Casa da Criatividade foi o palco principal da 14.ª edição das Jornadas da Educação.

O evento vai já na sua 14.ª edição e visa assinalar o início do novo ano letivo, através da interlocução entre investigadores e especialistas nas matérias em debate, docentes e demais profissionais da educação.
A Casa da Criatividade, a maior sala de espetáculos da cidade, voltou a ser o palco principal do evento, que continua a ter como lema “Educamos para o Futuro”, iniciativa da Divisão de Educação da Câmara Municipal de S. João da Madeira, e que este ano recebeu aproximadamente 450 inscrições. Os participantes reuniram-se durante dois dias (5 e 6 de setembro), para assistirem ao evento “onde acontece e se debate Educação,” um “ponto de encontro” destes profissionais há muito certificado pelo Centro de Formação de Professores.
O evento visa, todos os anos, promover o debate entre investigadores e especialistas nas matérias em reflexão e discussão, docentes e demais profissionais da educação, famílias, estudantes de licenciaturas e outros interessados pelas temáticas.
Irene Guimarães, vereadora da Educação, enalteceu, na abertura das jornadas, o entusiasmo com que o encontro se realiza. “O projeto Educativo Municipal comprova-o, e porque alinhado com a Carta Educativa” de S. João da Madeira, “integra todo um conjunto de atividades diversificadas, que atestam que este município assume a Educação como prioridade estratégica concelhia, que ultrapassa em muito as fronteiras deste concelho. Todos sabem que nós somos uma cidade Educadora”.
No discurso de apresentação, salientou ainda que o projeto Educativo Municipal, que será apresentado no auditório do Museu da Chapelaria, dia 19 de setembro, vai contar com cerca de 70 atividades “colocadas à disposição”, 18 eventos e uma oferta de 14 serviços, por parte do município, divididos por três eixos: Cidade Inclusiva e Solidária, Cidade Competitiva e Inovadora e Cidade do Conhecimento e da Criatividade.
A vereadora desafiou todas as crianças e jovens, que agora frequentam o ensino, para que “tenham a coragem” de fazer a escolha de, um dia, também eles “seguirem a profissão de educadores, professores ou exercerem uma atividade ligada à educação”, enfatizou.
Por seu turno, Luís Carlos Lobo, Delegado Regional da DGEstE, vincou que a “Educação é para todos” e defendeu a necessidade em não se continuar a “confundir” o que é Educação Especial e Educação Inclusiva. Desafiou ainda os presentes e “parceiros” a “olharem para o ensino profissional” como um dos principais pilares para a elevação da qualificação dos jovens, uma vez que estas ofertas “continuam a ser um objetivo estratégico para o desenvolvimento económico e social do país e da região”, lembrando que nos três agrupamentos da cidade são ministrados 14 cursos profissionais já aprovados.

“Ser desatento é diferente de estar desatento”

No primeiro painel das jornadas, Virgínia Monteiro, médica diretora dos serviços de Pediatria e Neonatologia do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) enfatizou que “ser desatento é diferente de estar desatento e a falta e concentração reportada pelos professores pode ter múltiplas causas”. A responsável acrescentou que é necessário ter em conta as circunstâncias de vida de criança, o seu contexto sociofamiliar e “avaliar o efeito das medidas facilitadoras da atenção, concentração antes de ponderar a presença de patologia médica”. A médica defende que a articulação escola-família - área médica é “fundamental na confirmação do diagnostico de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção através da recolha e transmissão de informações, assim como no tratamento farmacológico (monitorização e adequação do seu efeito)”. Já na tertúlia (Vamos Conversar sobre Inclusão em Meio Escolar ), Miguel Costa, Pediatra, defendeu que o “maior contributo” do medico pediatra na educação inclusiva é o “diagnostico precoce da deficiência e respetiva e célere orientação”. Justificou que a partir do momento que uma pessoa com alguma deficiência vai viver na comunidade “faz todo o sentido” que essa integração comece na escola. “Daí, toda a relevância da educação inclusiva: educação para todos no mesmo espaço”, frisou.
Durante os dois dias, as Jornadas receberam 12 oradores, cinco painéis temáticos, onde foram abordados temas como o impacto das Perturbações do Neurodesenvolvimento, (Des)Equilíbrio nos Profissionais de Educação, Dilemas na Escola de Hoje, Educar para a Autonomia – Um Desafio (Sessão que decorreu em período noturno).

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