Educação

Os rankings “não traduzem o trabalho que é realizado nas escolas”

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Já são conhecidos os rankings das escolas básicas e secundárias do país, preparados por vários órgãos de comunicação social, com base nas médias dos exames nacionais.

A Escola Secundária João da Silva Correia é a escola pública melhor classificada em S. João da Madeira, segundo o ranking elaborado pelo Jornal de Noticias (JN) com base nos exames do secundário, no ano letivo passado e divulgado pelo Ministério da Educação e elaborado de acordo com os critérios definidos por este diário.
Os dados foram revelados na última quinta-feira, dia 15, e divulgam que esta escola sanjoanense teve uma classificação média de 12.25. As outras escolas de S. João da Madeira tiveram uma pontuação média na totalidade dos 12.17m Escola Oliveira Júnior, 11.49m Escola Dr. Serafim Leite e 8.80 o Centro de Educação Integral - CEI.
Mas se compararmos com os critérios definidos pela SIC/Expresso os resultados são diferentes. Aqui, é a Escola Básica e Secundária Dr. Serafim Leite, que surge em primeiro lugar com uma média de 12,25 e logo de seguida a Escola João da Silva Correia 12,15 e depois a Escola Básica e Secundária Oliveira Júnior com uma média de 11,75.
A diretora do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, explicou a ‘ ‘O Regional’, que os resultados do seu agrupamento “continuam a ser muito satisfatórios, espelhando o trabalho desenvolvido pelo corpo docente a par do envolvimento e empenho dos alunos na construção das aprendizagens”.
Ana Magda Jorge afirma que tem sido possível a este agrupamento manter o “rigor e exigência que sempre nos caracterizou e que são, estamos cientes, a chave para a qualidade do sucesso educativo dos nossos alunos”. Destaca ainda a preocupação do agrupamento relativamente à “qualidade das aprendizagens” a par do desenvolvimento de competências que permitam aos alunos exercer uma “cidadania crítica e informada”. Ana Jorge reforça ainda a “aposta”, igualmente, no “incremento de atividades que fomentem a criatividade o espírito crítico, a capacidade de ouvir e partilhar ideias, características que enformam o “Perfil do Aluno à saída da escolaridade obrigatória”.

“Não se pode comparar escolas públicas com privadas”

Por sua vez, Helena Resende, responsável máxima pelo Agrupamento, Serafim Leite, entende que,  quer este agrupamento surja em 1.º ou em 3.º, considera que os rankings “não traduzem o trabalho que é realizado nas escolas”, mas antes a média dos resultados de um conjunto de exames e “não é sinónimo de melhores alunos. Não tem em consideração a evolução dos alunos nem outro tipo de competências transversais que a sociedade atual necessita”.
Independentemente dos resultados conhecidos na última semana, defende que o seu agrupamento irá “continuar a trabalhar” à semelhança do que tem vindo a fazer com o objetivo de “formar cidadãos completos indo ao encontro do estipulado no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória”.
Quanto aos vários ranking conhecidos na última semana destaca, por exemplo, o da SIC/Expresso, cujo critério é a média de todos os exames realizados na escola e “não apenas 10” (Português, Matemática A, Física e Química A, Biologia e Geologia, Geografia A, História A, Filosofia, Economia A, Inglês e Matemática Aplicada às Ciências Sociais) como no ranking do Jornal de Noticias, a Serafim Leite ocupa não o terceiro lugar na cidade, mas “antes o 1.º tendo ficado numa excelente posição a nível nacional. Neste ranking subimos 240 posições em relação ao ano letivo passado”.
Helena Resende acrescenta que os 10 exames dos critérios anunciados pelo JN “não contemplam, por exemplo, as provas de Desenho A nem de Geometria Descritiva do Curso de Artes Visuais, pelo que o ranking do JN para a Serafim Leite é menos relevante do que qualquer outro ranking”. Relativamente aos resultados do 3.º ciclo, este agrupamento surge em segundo no Ranking do JN, “já que o da SIC não menciona o ensino básico”.
Mário Coelho, diretor do Agrupamento de Escolas Oliveira Júnior é direto e parco na sua afirmação quanto ao assunto. “Apesar de a Escola Oliveira Júnior estar muito bem uma vez que estamos no primeiro terço do ranking e dada a dimensão da nossa escola, não se pode comparar escolas públicas com privadas”, não se mostrando disponível para, “entrar nessa discussão”.

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