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ISVOUGA mantém relação umbilical com mercado de trabalho da região

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Com o novo ano letivo prestes a começar, o ISVOUGA –- Instituto Superior de Entre o Douro e Vouga apresenta novidades formativas. A Diretora do ISVOUGA, Adelina Portela, falou a O Regional sobre a visão dessa oferta formativa no contexto empresarial

Jornal ´O Regional’– Esta­mos a poucos dias do início do próximo ano letivo. Que ajustes ou novidades apresenta o ISVOUGA na sua oferta formativa para o novo ano curricular?
Adelina Portela – Para o ano letivo 2024/2025, o ISVOUGA continua a disponibilizar cinco licenciaturas, designadamente em Contabilidade, Gestão de Empresas, Marketing Publicidade e Relações Públicas, Solicitadoria e Engenharia de Produção Industrial e Mestrado em Gestão de Empresas. Disponibiliza também os dois CTeSP já existentes em Criação e Gestão de Negócios e Gestão de Turismo e um novo CTeSP em Informática de Gestão. Ao nível do IEE – ISVOUGA Executive Education, mantém-se a oferta das pós-graduações em Marketing Digital e E-commerce, que vai para a 12ª edição, e em Recursos Humanos e Relações Laborais, na sua sexta edição. Agora, temos mais três novas pós-graduações em Contabilidade e Gestão Pública, Maquinação Avançada (em pareceria com o CENFIM) e Engenharia do Som.

Em relação aos novos cursos, os CTeSP [Cursos Técnicos Superiores Profissionais] passam de a ser três (em vez dos dois anteriores) e as Pós graduações passam de três para cinco. É isso?
Sim. É isso mesmo, teremos um novo CTeSP em Informática de Gestão e três novos cursos de pós-graduação, respetivamente em Contabilidade e Gestão Pública, Maquinação Avançada e Engenharia do Som.

Além de promover cursos de formação superior, o ISVOUGA aposta também na reconversão e atualização de quem já tem alguma formação superior e de quem já está no mercado de trabalho. As exigências do público estudantil adulto e já com experiência de trabalho são diferentes das exigências do público que está a começar a graduar-se?
Sem dúvida, o ISVOUGA tem dois públicos muito distintos no que aos estudantes diz respeito. O que constitui um grande desafio que, não obstante, dada a cultura de proximidade que sempre caraterizou o ISVOUGA e que o distingue das demais escolas, sobretudo das de maior dimensão, tem sido ultrapassado com sucesso. De facto, ao ISVOUGA chegam estudantes muito jovens, vindos diretamente do ensino secundário, com a vantagem de terem conhecimentos teóricos e métodos de estudo ainda muito recentes. E, por outro lado, estudantes muito mais experientes quer a nível pessoal, quer a nível profissional, que procuram no ISVOUGA uma qualificação ou requalificação profissional. De registar que esta dicotomia constitui uma grande mais valia para os próprios estudantes que se beneficiam reciprocamente da diversidade de experiências de uns e outros.

"As grandes indústrias da região são as que absorvem mais os nossos diplomados"

A oferta formativa que o ISVOUGA apresenta tem em conta as necessidades do tecido empresarial do concelho de Santa Maria da Feira e resulta também do feedback que os empresários locais vos dão? Que necessidades são essas e que feedback vos é transmitido?
O ISVOUGA nasceu muito ligado ao tecido empresarial e pela vontade de empresas e outras organizações da região criarem uma escola capaz de formar pessoas, com vista a suprir as necessidades de formação dos seus colaboradores e/ou futuros colaboradores. Esta relação quase umbilical tem-se mantido ao longo destes trinta e quatro anos e materializa-se, designadamente, ao nível de estágios curriculares, desenvolvimento de projetos de interesse e a pedido das empresas e recrutamento de trabalhadores. Mas também pelos reportes que nos são dados, quanto a necessidades de formação, designadamente no contexto do Conselho Consultivo do ISVOUGA, onde têm assento e onde se manifestam, sem prejuízo de outros canais de comunicação que mantemos de forma ininterrupta. Exemplo disso mesmo são as novas propostas formativas que apresentamos e que em parte resultaram desse feedback que levamos em devida conta.

O ISVOUGA diz que a taxa de empregabilidade dos seus cursos ronda os 90%. Quais são as indústrias que mais absorvem os alunos ISVOUGA e que cursos têm todo mais procura, por parte das empresas?
As grandes indústrias da região são as que absorvem mais os nossos diplomados, designadamente metalomecânica, moldes, cortiça e indústria automóvel, que procuram engenheiros, gestores e até marketeers. Mas não nos ficamos apenas pelas indústrias. As empresas e outras organizações prestadoras de serviços absorvem também muitos dos nossos diplomados, para além dos já referidos, ainda solicitadores e contabilistas. Diga-se, de resto, que a procura por contabilistas é tão forte que não temos tido capacidade para corresponder às solicitações.

Ao longo destes 34 anos de existência, o ISVOUGA propôs-se criar e reforçar competências suscetíveis de impulsionar o desenvolvimento económico e social do país e, em particular, da região de Entre Douro e Vouga, em que se insere. Ao longo destas três décadas, em que é que esse contributo é visível? Que mais-valia acrescentou esta instituição de ensino à região e ao país?
É de facto muito visível. De resto, eu posso dar um testemunho que, apesar de pessoal, traduz uma realidade objetiva. Praticamente não há empresa/organização ou evento realizado na região, em que eu não encontre um ex-aluno do ISVOUGA a trabalhar ou a participar. Não há dúvida de que o ISVOUGA e a sua formação mudaram radicalmente a moldura humana das empresas e das outras entidades da região, conferindo-lhes competências, dinâmicas e desenvolvimento inimagináveis, há trinta anos atrás.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 4001, de 12 de setembro de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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