
Portugal já começou a receber estes exilados de braços abertos e as Escolas são e serão sem dúvida um lugar fundamental de acolhimento e cuidado fraterno para com estas crianças mutiladas por dentro...
Numa altura em que uma pandemia assombrou o mundo, limitando liberdades, condicionando o nosso modo de vida e mais tragicamente ceifando vidas, o impensável aconteceu em pleno século XXI.
A velha Europa, palco de um ataque hediondo por parte da Rússia à Ucrânia: uma ditadura agride uma democracia europeia. Quando todos pensávamos que estávamos a salvo dos erros horrendos cometidos no passado, o pronúncio de uma ameaça global voltou a surgir, tendo na sua origem a mesma loucura insana e diabólica de um ditador.
Perante esta ameaça direta, a Ucrânia está a reagir, dando ao mundo um exemplo de patriotismo e resistência, sacrificando os laços mais sagrados: a família. Ficam os homens a defender a Pátria, mãe e filhos partem.... A dor da despedida é lacerante... e com ela chegam mulheres e crianças às terras de abrigo...
Portugal já começou a receber estes exilados de braços abertos e as Escolas são e serão sem dúvida um lugar fundamental de acolhimento e cuidado fraterno para com estas crianças mutiladas por dentro...
Haverá outro lugar no mundo como o da Escola, onde o futuro se constrói a cada instante, onde a diferença de cada um constitui uma riqueza comum, onde se abrem horizontes e se concretizam sonhos sem fim, haverá outro lugar no mundo como o da Escola, onde se acolhe o mundo de cada um para a construção de mundo melhor...?
Sejam bem-vindas às nossas escolas, gerações futuras do Povo Ucraniano!
Restantes artigos disponíveis, na edição nº 3882 de O Regional,
publicada em 10 março de 2022
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