
Não há máscaras nem horários desfasados. Está aí o início de mais um ano letivo nos três agrupamentos em S. João da Madeira, depois de dois anos de confinamentos, medos, incertezas e ajustes constantes de planos de contingência nas escolas.
Os três agrupamentos de escolas em S. João da Madeira preparam-se para o arranque do novo ano letivo, com início marcado entre 13 e 16 de setembro, e não vão contar com medidas de combate à COVID-19. Depois de dois anos com confinamentos e atualizações constantes de planos de contingência, as escolas vão abrir as portas sem qualquer medida de segurança, como o uso obrigatório de máscaras, horários desfasados ou percursos de circulação de professores, alunos e auxiliares. O Ministério da Educação (ME) explicou, recentemente, que, tendo em conta a fase atual da pandemia em Portugal, e a norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que está em vigor, “compete a cada um o cumprimento de medidas não farmacológicas de prevenção de infeção”.
No Agrupamento Serafim Leite, apesar de um “abrandamento nas medidas de prevenção”, as desinfeções com álcool gel nas salas de aula e outros pontos de entrada vão permanecer. A medição de temperatura já não se aplicará, nem restrições de acesso ao bar e à cantina. O uso de máscara também não será obrigatório e as reuniões iniciais de ano de docentes com os encarregados de educação voltarão a ser presenciais. Entretanto, ”o Agrupamento está ainda a preparar a mudança para o reabilitado bloco oficinal, bem como, para o edifício novo adjacente.” Relativamente ao número de alunos, Helena Resende, Diretora deste Agrupamento, refere que, atualmente, são 1118 alunos, mais 20 do que no início do ano letivo anterior. “Temos também mais uma turma do ensino secundário no curso de científico-humanístico, em relação ao ano letivo transato”. Quanto a professores, e até à última semana, faltava preencher as “necessidades temporárias”, relacionadas com substituições de docentes que se encontram de atestado médico ou que estejam ausentes por outros motivos. “As necessidades anuais estão colmatadas, à exceção de docentes do grupo 910, Educação Especial, com os quais estamos a contar na próxima reserva de recrutamento, que decorrerá já esta semana”, refere.
Atendendo aos cursos profissionais, a diretora explica que vão arrancar são habituais: Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, que, devido à elevada procura, funcionará com mais de uma turma; Mecatrónica (da área da Eletrónica); Eletrónica, Automação e Comando; Audiovisuais; Design de Comunicação Gráfica; Comunicação – Marketing; Relações Públicas e Publicidade. Os cursos de Gestão e de Contabilidade não funcionarão devido à reduzida procura. No total, neste agrupamento estarão em funcionamento o mesmo número de cursos e de turmas do ano letivo anterior.
A rematar, faz questão de explicar a ‘O Regional’ que a mudança da EBS Dr. Serafim Leite para o “reabilitado bloco oficinal e o edifício novo adjacente, que constituem uma alteração, em termos físicos, era há muito almejada pela nossa comunidade educativa”. Acrescenta ainda que, num curto espaço de tempo, “conseguiremos o projeto de reabilitação dos espaços desportivos exteriores”, que deverá ser concretizado ao longo deste ano letivo. “Temos conhecimento que o projeto para a reabilitação do pavilhão da escola sede está em desenvolvimento. Ambos, são, também, muito desejados e necessários, com vista a garantir a qualidade e a segurança dos nossos alunos na prática desportiva”, enfatizou.
De salientar que neste agrupamento está ainda a ser preparado “a introdução do Projeto Piloto - Oficinas TIC da educação pré-escolar e 1.ºciclo - subordinado ao tema Robótica Educativa e Pensamento Computacional, que abrangerá todas as salas e turmas das nossas EB de Fundo de Vila e EB do Parque, por considerarmos que se trata de um aspeto essencial da preparação das nossas crianças”. Está também a ser preparada a certificação em língua inglesa dos “nossos docentes que se disponibilizaram para o projeto, por forma a tornarmos o nosso Agrupamento numa escola bilingue”, admitiu
No Centro Qualifica, “continuamos o projeto de certificar a nossa população adulta, sendo que temos já exemplos de adultos que completaram a sua formação de nível secundário, tendo prosseguido para o ensino superior. Desejamos manter a qualidade de ensino e a reconhecida participação em projetos, bem como aquilo que é a nossa tradição, sobretudo, nas Ciências e Tecnologias, nas Ciências Informáticas, nas Artes e na Eletrónica”, remata Helena Resende.
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