Educação

“A nossa aposta de futuro é no nível 5 de Qualificação (CET’S)”

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Ao longo das últimas décadas, a indústria do calçado tem evoluído e o CFPIC tem acompanhado essa mesma transformação. “Tentamos corresponder às necessidades da indústria e, muitas vezes, antecipá-las, integrando áreas como a inteligência artificial e a digitalização”, declarou a diretora do CFPIC, Susana Nogueira, em entrevista ao jornal ‘O Regional’. Desse modo, a instituição foca-se no perfil do “formando do futuro”, que terá de ser “mais qualificado”, “mais capacitado”, “mais tecnológico” e “mais digital”.
Para cumprir esta visão, o CFPIC conta com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento global que ronda os sete milhões de euros, destinado a obras de beneficiação dos edifícios de São João da Madeira e Felgueiras, novos equipamentos e tecnologia, para estar “um passo à frente” no que diz respeito à qualificação das pessoas e às próprias necessidades do mercado.
Entre os vários equipamentos incluídos, desde a tecnologia digital até aos laboratórios de eletrónica, pneumática, hidráulica e automação, Susana Nogueira destacou a manufatura especializada de fabrico de marroquinaria. “É algo que nós não tínhamos e que estamos, agora, a implementar. O calçado e a marroquinaria complementam-se.” explicou a diretora. “O Centro fica com um rosto novo e diferencia-se pela positiva, formando profissionais capazes para que a indústria possa beneficiar dos mesmos”, acrescentou. Além de reforçar a capacidade técnica, digital e pedagógica do CFPIC, este investimento irá beneficiar 965 postos de formação.

Empregabilidade em níveis positivos

Com protocolos estabelecidos com instituições de ensino superior, a aposta contínua na formação e na qualidade reflete-se nos resultados de 2024, dado que o CFPIC formou 3.849 formandos, promoveu mais de 200 ações de formação e realizou mais de 389 mil horas de formação. “Podemos afirmar que, nos últimos quatro anos, a taxa de empregabilidade dos adultos após a saída da formação rondou os 86%”, revelou Susana Nogueira.
A procura por iniciativa dos candidatos tem aumentado ao longo dos anos, sendo que, só nos últimos 20 anos, o CFPIC acolheu mais de 70 mil formandos, um número “significativo” que reflete o reconhecimento da instituição. “Ao nível do calçado e da marroquinaria, somos o único Centro capaz de dar esta resposta”, sublinhou a diretora, dando como exemplo o curso de Técnico de Modelação de Calçado. “Os formandos procuram-nos porque sabem que as nossas soluções e as nossas respostas em termos de formação são de qualidade. Trata-se de formação que não conseguem obter noutros locais, até pela especificidade dos equipamentos envolvidos”, descreveu. Com várias modalidades de formação, o programa de formação anual é construído para dar resposta às necessidades atuais. “São cursos procurados e necessários”, enfatizou Susana Nogueira.

CFPIC espera mais de três mil formandos em 2025

Entre as várias metas delineadas, o CFPIC pretende atingir 3.349 formandos e superar as 652 mil horas de formação. No entanto, o Centro já alcançou outros objetivos importantes. “Registamos o facto de, pela primeira vez nos últimos 10 anos, termos a decorrer, em simultâneo, três cursos de educação e formação de adultos no âmbito da gestão da produção do calçado e da marroquinaria, do fabrico de calçado e da área administrativa”, contou Susana Nogueira.
Ao nível dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), o CFPIC também registou “uma execução particularmente relevante”. Neste momento, estão em funcionamento sete ações de nível 5 da área do calçado e áreas complementares, além de três ações de preparação que permitirão o acesso a três novos Cursos Especialização Tecnológica a iniciar brevemente. “Estes números evidenciam a forte aposta na qualificação dos jovens e adultos e na especialização técnica num setor estratégico para a região”, observou a diretora. “A nossa aposta de futuro é nos CET e num perfil de formando de nível cinco”, garantiu. Essa formação passa tanto pelo chão de fábrica como pela solidificação das especialidades disponíveis, em regime presencial. “Um Centro de Formação só faz sentido se acrescentar valor na comunidade onde está inserido, não só ao nível da formação profissional como ao nível de parcerias institucionais”, sublinhou.

CFPIC tem reforçado a sua presença na comunidade
No que diz respeito à responsabilidade social, o CFPIC tem parcerias com várias associações e instituições, nomeadamente com o Projeto Coordenadas, Cruz Vermelha, Projeto UPCycling, projetos europeus KA1 e KA2 e com o programa Erasmus+, no qual, entre 2024 e 2025, o CFPIC realizará mais de 35 mobilidades internacionais. Outro parceiro de referência é o Turismo Industrial de S. João da Madeira, que durante o ano de 2024, permitiu ao CFPIC acolher mais de 140 visitas no âmbito dos Circuitos pelo Património Industrial da cidade, dando a conhecer as tradições da identidade local. “A importância do CFPIC não se resume apenas a soluções de formação tradicionais; é mais do que isso. Também temos uma responsabilidade social”, salientou a diretora, Susana Nogueira. “Podemos fazer a diferença, não só na formação, como também neste tipo de parcerias que estabelecemos com a comunidade, em que podemos dar resposta e colaborar”, concluiu.

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