Educação

Ranking das escolas voltam a dividir a comunidade educativa

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Foram revelados, pelo Ministério da Educação, os dados que permitem à comunicação social elaborar «os famosos rankings das escolas», referentes ao final do ano letivo 2023/2024.

De entre os 17 concelhos da Área Metropolitana do Porto, S. João da Madeira encontra-se no grupo de sete concelhos que, no conjunto das suas escolas, conseguiram alcançar as melhores médias, superior a 12 valores, nos exames do ensino secundário. De acordo com a informação divulgada pelo Jornal de Notícias, estes concelhos são Póvoa de Varzim, Trofa, Santo Tirso, Santa Maria da Feira, Arouca, Vale de Cambra e S. João da Madeira.
De acordo com o ranking completo das escolas com mais de 100 exames, divulgado pelo Observador, (com base em dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e em parceria com a Nova SBE), no concelho de S. João da Madeira, a Escola Secundária Dr. Serafim Leite lidera o ranking do ensino secundário com 13.71, como classificação-média dos exames nacionais. Nesta escola foram realizadas 111 provas, destacando-se a classificação média de 15.04 no exame de matemática e de 14.47 a Português. Em segundo lugar, surge a Escola Secundária João da Silva Correia, com média de 13.27. Nesta escola realizaram-se 229 provas, destacando-se a classificação média de Matemática de 14.79 e de 14.03 a Português. Em terceiro lugar, surge a Escola Secundária Oliveira Júnior, com 229 provas, e 11.61 de classificação média na totalidade dos exames. Destaca-se a classificação de 13.04 a Matemática e de 10.95 a Físico-Química.
Nas provais finais de ciclo, 9.º ano de escolaridade, é a Escola Secundária João da Silva Correia que lidera o ranking concelhio com, 61.15%, seguida pela Escola Secundária Oliveira Júnior, com 58.71%, a Escola Básica e Secundária “EB 2/3”, com 50.54% e a Escola Secundária Dr. Serafim Leite, com 48.78%.
Refira-se que o Centro de Educação Integral realiza menos de 100 pro­vas, daí não constar no referido ranking.
No dia em que vários órgãos de comunicação social voltaram a divulgar várias listagens que ordenam as escolas, tendo por base os resultados nos exames nacionais, a presidente da CONFAP defendeu que ser um estabelecimento de ensino bem classificado “não significa que seja uma melhor escola”.

Há escolas que treinam os alunos para os exames

A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Mariana Carvalho, natural de S. João da Madeira, em declarações à O Regional, afirmou que a avaliação do ranking das escolas “não significa que aquelas com melhor classificação estejam a formar melhores cidadãos ou melhores alunos”.
Mariana Carvalho desvalorizou o ranking anual das escolas, considerando-o uma avaliação “ingrata e sem comparabilidade”. Explicou que não é possível fazer uma comparação “justa”, uma vez que cada escola tem características distintas, como o número de alunos, o que dificulta uma avaliação “fidedigna”.
A presidente da Confederação sublinhou ainda que, em muitos casos, “não se sabe ao certo o que estamos a comparar nas classificações, pois não existe uma verdadeira igualdade na avaliação”. Concluiu, afirmando: “Vamos tirando ilações destes resultados, mas trata-se apenas de uma classificação nos exames, sendo que sabemos que há escolas que preparam os alunos especificamente para esse fim.”

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