Sociedade

Peregrinos sentem-se acolhidos pela cidade

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Foram centenas os peregrinos que passaram por S. João da Madeira na última semana, com destino ao Santuário de Fátima. Cumprir a promessa nem sempre é o motivo que leva as pessoas peregrinarem a pé a Fátima.

Mesmo em tempo de pandemia, os peregrinos de Fátima renovam o cumprimento de promessas com igual determinação e fé. “Não tenho medo do vírus e vou a Fátima como sempre tenho ido”, afirmou Paula Oliveira.
A peregrinação até ao Santuário de Fátima faz de S. João da Madeira uma paragem obrigatória para centenas de peregrinos. A afluência de pessoas nas estradas começou a ser sentida logo no início de outubro, mas foi mais visível na última semana. Um sacrifício, por vezes, difícil de explicar, mesmo por quem vai cumprir a promessa. “Já vim várias vezes, tanto em maio como em outubro, mas a prestar apoio aos peregrinos”. Este ano a sua missão foi diferente. “Estou a cumprir uma promessa”, confessou Paula, no centro de S. João da Madeira, a ‘O Regional’.
Saiu de Gondomar dia seis e, ao contrário de anos anteriores, a Santa Casa da Misericórdia ainda não está a acolher peregrinos para que ali possam descansar. “Somos sempre muito bem recebidos nesta casa e pela população que, muitas vezes, nos disponibiliza a casa e cuidados médicos”, refere a peregrina de 54 anos.
Fonte da Misericórdia explicou a ‘O Regional’ que a instituição tem por hábito acolher peregrinos de várias nacionalidades de Santiago de Compostela e do Santuário de Fátima, em espaço próprio, criado para o efeito. “Porque essa área se localiza no Lar de Idosos São Manuel, e atento o contexto pandémico, este acolhimento foi interrompido”, estando a sua reabertura prevista para 2022.
Sónia Melo, de 42 anos, era uma das suas companheiras de grupo a que se juntava também Joel Pereira, de 44 anos. “Não se explica este sentimento, sacrifício ou dores. Tudo é acompanhado de fé. É isso que nos move”, garantiam.
Uns metros mais à frente encontrámos outro grupo. Ana Guedes, 30 anos, que integra um grupo composto por mais elementos da mesma família. “Não está a ser um sacrifício fácil, mas, para já, sinto-me bem”. Maria Pereira também acompanha o grupo. Saíram às cinco da manhã de Gaia. Fazem cerca de 30 quilómetros por dia. “Vamos parar de três em três horas. Temos uma grande equipa que nos acompanha, uma vez que estas viagens são sempre muito bem preparadas”, explica.
Trata-se da Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro, que assinalou este ano o “Milagre do Sol” em Fátima, e foi o que teve maior afluência de fiéis desde o início da pandemia de covid-19. O Santuário aliviou as regras de combate à pandemia no que se refere à lotação do recinto, mas os cuidados com a higienização das mãos, distanciamento e uso de máscara continuam a ser mantidos.

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