
'O Regional` deslocou-se, às instalações deste serviço, onde recebeu o testemunho dos primeiros utentes do dia, e se inteirou do motivo que os levou ali, assim como da perspectiva de futuro que traçam para a sua situação profissional e de vida.
Vários foram os motivos que as pessoas presentes, na passada semana, à porta do IEFP apontaram a 'O Regional` para se terem deslocado até ali, quase uma hora antes da abertura das instalações. As várias dezenas de pessoas que cedo formaram fila, nos últimos tempos, motivou os entrevistados a saírem cedo de casa para conseguirem “rapidamente” uma “inscrição”, ou “reinscrição”. Obter o RSI (rendimento social de inserção), conseguirem novo emprego ou terem a possibilidade de voltar a serem “chamados” pela entidade patronal, foram alguns dos objetivos enumerados.
Maria do Rosário (51 anos), informou que se encontrava ali para fazer uma “reinscrição”, porque é desempregada de “longa duração”. Ao nosso jornal explicou que perdeu o seu emprego porque como estava a substituir uma pessoa que estava de “baixa” que, “entretanto, voltou”, ficou sem trabalho “justamente por causa disso”. Nessa altura, Maria do Rosário tinha 49 anos, e como não se habituou ao estado de “desempregada”, iniciou “um curso equivalente ao 12º ano”, tendo começado também a tirar a carta, sem nunca ter deixado de procurar um trabalho e de se “manter ativa”.
“Se nós conseguirmos gerenciar a nossa própria vida acho que já é uma mais valia”
“Agora já tenho uma entidade empregadora interessada em mim, da restauração, e estou a tentar uma reinscrição para ter uma declaração para que a entidade possa vir a ser beneficiada com a minha contratação”, adiantou a entrevistada. De seguida, explicou mais detalhadamente que a “entidade” que a vai empregar pode beneficiar com a sua contratação, uma vez que é desempregada de “longa duração”, e que procura também que lhe dêem os “retroativos” desde “2021”. Confidenciou, igualmente, que “há uma grande procura” de trabalhadores na área da “restauração”, e que os empregadores procuram “especificamente” pessoas com a sua idade, a quem atribuem “mais responsabilidade”, e também por não terem encargos com “filhos pequenos” ou pessoas “idosas”, salientou. “Quando falei com o meu futuro patrão ele interessou-se logo por me empregar porque estou totalmente disponível”, denotou. Inscrita no centro de emprego desde “2021”, tal como referido, chegou ainda a fazer um curso de “técnica de apoio à gestão”, revelando que sempre obteve toda a ajuda que necessitou pela parte do IEFP. No que respeita ao seu futuro, a quinquagenária está esperançosa, “temos de seguir em frente, não vale a pena olhar para trás”, ressalvou. “Eu tenho esta ideia comigo, se nós conseguirmos gerenciar a nossa própria vida acho que já é uma mais valia”, fortaleceu.
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