Sociedade

“Incidente não estragou Cidade no Jardim”

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O acidente de pirotecnia que causou vários feridos, numa explosão de engenhos pirotécnicos, no sábado à noite, parece não ter “estragado” esta festividade anual.

A Cidade do Jardim foi mais uma vez a demostração viva da união e da solidariedade dos sanjoanenses. Durante cinco dias, foram milhares as pessoas que passaram pelo evento, junto ao edifício da Câmara, para se envolverem nesta mostra de coletividades e instituições do concelho de S. João da Madeira. Mas este ano o evento foi notícia em vários meios de comunicação não pelas melhores razões. Engenhos pirotécnicos provocaram 16 feridos, no sábado à noite, dia oito, durante o evento.
De acordo com o comandante da Proteção Civil, Normando Oliveira, a explosão de engenhos de pirotecnia “não estavam previsto no evento” e originou ferimentos ligeiros em várias pessoas, três das quais foram transportadas para o Hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, apresentando queimaduras de primeiro grau e ferimentos ligeiros.
Fernanda Silva era uma das muitas pessoas que se encontrava no local. “Estávamos a jantar e disseram-nos que estavam a colocar foguetes na entrada da Câmara. Minutos depois, começaram a estoirar a poucos metros da nossa mesa” revelou a ´O Regional´, garantindo que “tudo terá começado em frente ao edifício camarário”. Esta sanjoanense assegurou que os petardos “foram lançados quando se soube que a Associação Desportiva Sanjoanense se tinha sagrado campeã da segunda divisão nacional de hóquei”. Terá sido nessa altura que “adeptos da equipa de hóquei da Sanjoanense dispararam algo que se confundia com fogo-de-artifício e petardos, que entraram na zona da tenda das barraquinhas. Foram momentos de grande aflição, pois, no local, estariam mais de mil pessoas”, refere.
Cristina Santos era outra das pessoas no local. “Foi um terror. As pessoas todas aos gritos a tentarem acudir às crianças que andavam pelo recinto. O meu pai tinha ido à casa de banho e o fumo tirou a visibilidade. Foram minutos de pânico”, assegura.

PSP identificou homem que terá deitado fogo de artifício

A autarquia refere, num comunicado divulgado no dia seguinte, que as três vítimas transportadas para o hospital já tinham recebido alta hospitalar.
Porém, não deixou de condenar “veementemente o lançamento ilícito e totalmente irresponsável de foguetes durante a Cidade no Jardim”, informando que a situação estava a ser acompanhada pela câmara, Bombeiros e PSP. A mesma nota garantia que estavam já a ser “desenvolvidas diligências para apuramento das responsabilidades por este ato, que não estava previsto nem foi autorizado pela organização do evento”. Acrescentou ainda que, na sequência do que vier a ser apurado no quadro dessa investigação, o Município “irá processar judicialmente os autores desta utilização não autorizada de pirotecnia”.

AD Sanjoanense “demarca-se de toda a situação”

Por seu turno, a Associação Desportiva Sanjoanense também repudiou “veementemente os acontecimentos registados” no evento. Em comunicado, assegura que o incidente ocorrido, “apesar de ter coincidido com a chegada ao espaço da equipa de Hóquei em Patins, que na tarde deste sábado se sagrou Campeã Nacional da 2.ª Divisão, não foi previsto nem planeado, quer pela secção ou qualquer elemento ligado ao clube, quer pela Câmara Municipal de São João da Madeira ou pela organização do evento”. A mesma nota dá conta que a AD Sanjoanense “demarca-se, por isso, de toda a situação, lamentando o desfecho de uma noite que se queria de celebração”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou um homem com artefactos pirotécnicos, momentos após a explosão. Segundo nota de imprensa da PSP a que tivemos acesso, pode ler-se que “um indivíduo terá deflagrado uma bateria de fogo de artifício” que, após “alegadamente ter tombado, provocou pânico generalizado".
A PSP encetou logo “diligências de investigação criminal, no sentido de apurar responsabilidades”. Ainda que a agentes estivessem no local, a PSP mandou avançar prontamente o reforço constituído por uma Equipa de Intervenção Rápida (EIR) e polícias afetos à investigação criminal.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3992, de 13 de junho de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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