Desporto

Zares Cup quis devolver a “ginga” ao futebol e descobrir as estrelas do amanhã

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Em 2025 nasceu um projeto, a Zares Cup, que promete transformar o panorama do futebol jovem internacional. Na sua primeira edição, a Zares Cup teve lugar em São João da Madeira e em Oliveira de Azeméis, reunindo cerca de 500 jovens atletas

Durante a apresentação oficial, conduzida por Paulo Guimarães, o ambiente foi de entusiasmo e convicção. “Na Zares Cup partilhamos os mesmos sonhos, a mesma paixão e o mesmo amor pelo futebol”, afirmou Jonathan Couto, diretor do torneio, sublinhando que o torneio é pensado para “dar a cada jovem a oportunidade de ser visto pelos melhores olheiros da Europa e do mundo, viver uma experiência única e divertir-se enquanto compete”.
A competição decorreu, entre os dias 7 e 9 de novembro, em cinco campos e incluiu também uma vertente de futsal, durante o primeiro dia do torneio, símbolo do espírito livre e criativo que a organização quer recuperar.
Jonathan Couto explicou ainda, que a filosofia da Zares Cup assenta em quatro pilares fundamentais: respeito, sonho, futebol e turismo. “Queremos resgatar a alegria e a criatividade do futebol de rua, aquele ‘brinca-na-areia’ que encantava multidões e fez nascer jogadores como Ronaldinho ou Neymar”, afirmou.
A Zares Cup pretende ser um ponto de encontro de culturas e valores. “Queremos integrar a comunidade, juntar equipas de diferentes partes do mundo e promover a troca cultural entre jogadores que têm sistemas e estilos de jogo distintos. No fim, todos levam uma experiência na bagagem e uma nova visão sobre o futebol e sobre o mundo”, acrescentou o diretor.
Outro dos pontos de destaque da Zares Cup é a acessibilidade. Todas as equipas poderam participar sem custos de inscrição, algo que, segundo Jonathan Couto, reflete o compromisso da organização com a igualdade de oportunidades. “Este é um torneio para todos, independentemente da origem, da classe social ou do género.
As equipas não pagam nada e há uma grande equipa a trabalhar por trás para garantir que cada jogador se sente confortável, apoiado e feliz. O importante é que desfrutem da experiência e que levem boas memórias desta competição.”
Também o futebol feminino teve um papel central. “Queremos dar o lugar que o futebol feminino merece”, sublinhou o diretor, lembrando que Portugal tem, hoje, jogadoras em clubes de topo, como o Barcelona e o Liverpool. “Há pouco tempo seria impensável ver equipas portuguesas na Liga dos Campeões feminina. Isso mostra que estamos a evoluir, e a Zares Cup quer contribuir para essa mudança.”

O coordenador des­portivo do torneio, Gonçalo Salgueiro, partilhou da mesma visão. “Hoje os jovens são muito formatados por sistemas táticos e modelos de jogo rígidos, e falta-lhes a liberdade para criar. Queremos jogadores que desbloqueiem o jogo, que surpreendam, que se divirtam”, explicou. Mesmo as regras do torneio principal foram pensadas para estimular a criatividade: “Na fase de grupos, por exemplo, os penáltis não são tradicionais, o jogador arranca do meio-campo e tem de fintar o guarda-redes antes de marcar. Queremos dinamizar o jogo e torná-lo mais expressivo.”
“Estamos a formar jogadores, mas também pessoas”, concluiu Jonathan Couto. “Queremos que estes miúdos cresçam com valores de respeito, empatia e dedicação. O futebol é apenas o meio. O verdadeiro propósito é formar grandes homens e grandes mulheres.” Gonçalo Salgueiro acrescentou que o futuro da competição já está a ser pensado: “Depois dos sub-9 e sub-13, queremos chegar a outros escalões e envolver idades mais velhas. Há falta de torneios para os sub-14 e sub-15, e queremos preencher essa lacuna. A Zares Cup vai crescer e evoluir, tal como os atletas que a compõem.”
​​O torneio contou com uma diversidade de equipas nacionais e internacionais, garantindo grande destaque desde o início. No Sub-13 feminino, participaram sete equipas, entre as quais Sporting, Sporting Braga, Sport Lisboa e Benfica, AC Milan, Clube Desportivo Feirense, Celta de Vigo e Associação Desportiva Sanjoanense, competindo todas contra todas, com quatro equipas a avançarem para a fase seguinte. Nos Sub-9 masculinos, o torneio reuniu clubes de renome e novatos, com destaque para o chamado “grupo da morte”, que incluía quatro equipas fortes e prometia confrontos bastante disputados. Entre os participantes estavam São Roque, União Desportiva Oliveirense, Clube Desportivo Feirense, Sporting Clube de Portugal, Sporting de Braga, Futebol Clube do Porto, AC Milan, Celta de Vigo, Sevilha FC, Anderlecht e Feyenoord, distribuídos em grupos equilibrados para assegurar diversidade de forças e nacionalidades.
No escalão Sub-13 masculino, dez equipas foram divididas em dois grupos de cinco, com destaque para clubes de Portugal e do estrangeiro, como Sport Lisboa e Benfica, Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Portugal, Sporting de Braga, Grupo Desportivo “Os Nazarenos”, Celta de Vigo, União Desportiva Oliveirense, Associação Desportiva Sanjoanense, São Roque e Corinthians do Brasil. A cerimónia de sorteio contou com a presença especial do padrinho do torneio, Sebastián Peña, malabarista de renome mundial, que trouxe uma dimensão artística e de espetáculo à Zares Cup.
A primeira edição nasceu em São João da Madeira, mas o projeto quer ir mais longe, levar o nome da cidade e de Portugal ao mundo e, sobretudo, manter viva a essência do futebol que se joga por amor, por instinto e por sonho. “A Zares Cup veio para ficar”, afirmou Jonathan Couto. “E para lembrar a todos que o futebol, antes de tudo, é alegria.”

 

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