Desporto

S. João da Madeira voltou a ser a Capital do Andebol

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O Andebolmania decorreu de 5 a 8 de abril, envolvendo 156 equipas o que representou 2241 atletas, técnicos e dirigentes, de várias nacionalidades.

A primeira edição deste Torneio Internacional de Andebol de S. João da Madeira remonta ao início da década de 90, no entanto, desde essa altura, como adiantou José Fonseca, Chefe de Gabinete da Presidência Sanjoanense e pessoa que liderou o processo de organização do evento, juntamente com o Andebolmania, tem “crescido de importância, qualidade e dimensão”, sendo que somente em 2014 é que adquiriu esta designação. O nome Andebolmania foi lançado, “numa estratégia de marketing, tendo sido nessa altura que se deu a verdadeira explosão do evento, com o número de participantes a aumentar exponencialmente”. Mais referiu que este “tem sido um torneio com grande acolhimento nas equipas espanholas”, que representam “50% do número de participantes”, reforçando que “a edição de 2023 contou com 156 equipas, sendo 96 espanholas”.
José Pedro Silva-Presidente do evento desportivo Andebolmania, também clarificou ao ‘O Regional’ que no início o objetivo que levou à criação desta iniciativa era “dar uma competição extra às equipas da ADS”, no entanto na “fase como Andebolmania” a ideia foi tentar “a exploração comercial”, de forma a “suprimir a falta de patrocínios para financiar a secção de Andebol”. Isto porque a direção da secção da ADS tinha a “ambição de se tornar um clube de topo em termos de formação”, e deixar de ser “um clube com seniores na terceira divisão, com fugazes participações na segunda”. Desse modo, tiveram de “criar o seu próprio patrocinador principal”. “Neste momento colocamos com assiduidade atletas nas seleções nacionais, e passamos a ser um clube de topo da 2ªdivisão com passagens pela 1ª Divisão”, assegurou o dirigente.
O presidente também acrescentou que este ano participaram no Andebolmania “2241 equipas entre atletas, técnicos e dirigentes”, sendo que de Portugal todas as regiões foram representadas, assim como de Espanha, e ainda esteve em S. João da Madeira “uma seleção feminina de Porto Rico”. Mais uma vez este ano obtiveram “uma procura muito grande”, uma vez que tiveram de “recusar mais de 50 equipas, por falta de mais capacidade”, desvendando que “para a equipa de trabalho” que têm, esta é “uma dimensão no limite do controlo”.
A nível logístico José Fonseca acredita que este torneio é de “enorme complexidade”, na medida em que é necessário “coordenar milhares de refeições, transportes, alojamentos, inscrições”, e que o mesmo “vive do voluntariado”, pormenor que “dificulta o processo”. Não obstante, “a experiência acumulada” com os vários torneios organizados tem ajudado “a desbloquear processos”.
Relativamente à estadia, os participantes dormiram em “3 hotéis, em S. João da Madeira, 1 hotel em Oliveira de Azeméis, 3 hotéis na Feira e 1 hotel em Espinho”, mas também nas “salas de aula” da escola “Serafim Leite, Oliveira Júnior e EB23”. Este ano participou “um escalão misto, e quatro escalões por género, portanto 8 escalões”, informou José Pedro Silva.
José Fonseca quando, questionado sobre a existência de prémios para os participantes, esclareceu que existiram “prémios para todas as equipas”, e que também houve “uma cerimónia de entrega de prémios”, onde se atribuem prémios para os “três primeiros classificados” e para o “MVP (Most Valuable Player) de cada escalão”. Contudo, acredita que “para além do prémio, acima de tudo, todos os atletas passam por uma experiência única, de convívio, partilha, diversão e competição”. Por sua vez José Pedro Silva ainda elucidou que decidiram criar um Torneio desta dimensão de Voleibol por se tratar “da segunda modalidade mais praticada em Portugal e na Europa a seguir ao futebol”. “Nenhuma modalidade para além do futebol consegue movimentar tantos atletas”. O dirigente mais garantiu que o evento “é um ativo para a cidade”, e “independentemente de quem estiver a liderar o clube, a secção ou a autarquia, deixar de organizar o torneio é um ato pouco sensato, eu diria mesmo de incompetência”.
Além do objetivo em “estabilizar o número de participantes e profissionalizar a organização para depois aumentar”, os entrevistados também garantiram que um Torneio desta dimensão apenas foi possível com o apoio dado pelas entidades e empresas parceiras, e que sentem que o voluntariado do concelho “é acompanhado pelos representantes da cidade e pelas principais Empresas de São João da Madeira”. “Um grande obrigado para todos eles”, demarcaram.
O presidente do Município Sanjoanense Jorge Vultos Sequeira, em declaração, agradeceu “aos organizadores, trabalhadores camarários e a todos os voluntários por tornarem S. João da Madeira a capital nacional do andebol durante estes dias”, substanciando que o Andebolmania “promove o desporto e, consequentemente, a saúde e o bem-estar e é importante para a economia da cidade”.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa do jornal ‘O Regional’ n.º 3935, de 13 de abril de 2023, ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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