Atletismo

Mais de 450 atletas participaram no Grande Prémio Alberto Batista

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A 26º edição do Grande Prémio Alberto Batista realizou-se no passado sábado, na Avenida Dr. Renato Araújo, e noutros arruamentos da cidade. ‘O Regional’ esteve no local e falou ainda alguns atletas.

A prova que, desde 2018, tem o nome daquele que foi o seu grande impulsionador “Alberto Batista” (1954-2018), (numa homenagem póstuma por parte do Município), antigo fundista e treinador da secção de atletismo dos Serviços Sociais dos Trabalhadores do Município de S. João da Madeira, contou, este ano, com a participação de mais 450 atletas. Este Grande Prémio Internacional de Atletismo, realizado anualmente desde a década de 90 do século passado, no mês de outubro, foi criado como um dos momentos do programa de aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira, sendo uma prova com grande tradição na cidade, e na região.
Para a Câmara Municipal, Alberto Batista é recordado pela forma como, “com elevada abnegação, tudo fez para honrar o nome da cidade, quer no exercício da sua atividade profissional, quer no panorama desportivo, onde deixou um trabalho ímpar e amplamente reconhecido”.

Luís Oliveira foi o grande vencedor da competição

As provas decorreram entre as 18h00 horas e as 19h30, do passado dia 21 de outubro, e tiveram os seguintes escalões em competição, Benjamins (M/F), Infantis (M/F), Iniciados-Geral, Juvenis-Geral, e Prova principal (Juniores/Veteranos e Seniores). Damir Cherepov venceu no escalão dos Benjamins a distância de 650 metros, com um tempo de 02:02 min, e Carlota Cardoso, do lado feminino, com 02:03, foi a primeira a cruzar a meta. De seguida, nos Infantis, Lourenço Fardilha, do S.C de Espinho, levou a melhor aos restantes colegas, terminando os 1500 metros em 04:22 min. Tiago Silva da ACR de Vale de Cambra, a competir pelos Iniciados, fez o melhor tempo com 07:35 nos 2400 metros. Nos Juvenis Simão Flor, a título individual, saiu vitorioso, percorrendo os três quilómetros e seiscentos, em 12:01 min. Na prova Principal, que iniciou às 19h30, Luís Oliveira, do Sport Lisboa e Benfica, terminou os dez quilómetros em apenas 30:30, sagrando-se o grande vencedor desta edição.
Para Jorge Vultos Sequeira, Presidente da Câmara, “esta prova, para além de ser uma merecida homenagem a Alberto Batista, falecido em 2018, começa a atrair atletas dos grandes clubes, sinal evidente da evolução da mesma”. O autarca deixa uma palavra também para o segundo classificado no escalão sénior masculino, Lounes Benamara, em representação de uma formação da “casa” - o Clube de Campismo de S. João da Madeira. “A forma como o evento decorreu e as reações que recebemos, de atletas e do público, permitem-nos fazer um balanço muito positivo desta edição, com destaque para a alteração que introduzimos no traçado que privilegiou uma maior segurança para os atletas”, afirmou ainda o presidente da Câmara Municipal.

“A prova atrai as principais equipas e os melhores atletas do país”

Antes do início da corrida, O` Regional teve a oportunidade de falar com dois atletas. André Rodrigues, Presidente da Associação Mais Orreiro, que privou com Alberto Batista em vida, referiu que o antigo fundista era um “apaixonado pelo atletismo”, e que tinha “um gosto muito grande em ajudar e melhorar a vida dos jovens através do atletismo”, além de ser uma “pessoa muito dinâmica, otimista e encorajadora”. O dirigente confessou já ser praticante de atletismo “há mais de 20 anos”, quando iniciou o projeto da equipa dos serviços sociais. “Pratiquei até à minha adolescência, voltei novamente depois da morte dele sem objetivo de competição, mas sim por todos os benefícios que o atletismo traz, e para deixar o meu contributo aos mais novos também”, acrescentou. Lamentou, todavia, que as pessoas “saiam menos à rua para ver”, pois lembra que “antigamente juntava mesmo muito público”. O atleta considera que a prova tem um “grande impacto” uma vez que “atrai as principais equipas e os melhores atletas do país”. Para o ano assegurou voltar a participar por ser “uma prova obrigatória” para si, “independente” da sua “forma física”. “Vou correr com certeza para o ano e trazer mais gente a correr”.
Vítor Moreira (43 anos), de Lourosa, concebeu igualmente umas breves palavras ao nosso jornal confessando ser a primeira vez que participa “numa coisa destas”, pois normalmente “corre sozinho”. Admitiu ficar a saber da existência deste Grande Prémio através de um amigo que lhe “passou o link”, acabando por se inscrever. “Foi instantâneo nem pensei”, referiu a sorrir. Clarificou que o seu objetivo era “chegar ao fim e não chegar em último”, uma vez que está habituado a correr esta distância, mas não em tempos como os que ouviu falar no local “de 30/35 min”. “Talvez faça em 45 min e muito dificilmente em 40”, assegurou, referindo que estavam em competição “atletas que já correm há muito tempo”.

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