Desporto

Andebolmania 2026 superou adversidades e reforçou estatuto como referência nacional do andebol jovem

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A edição de 2026 do Andebolmania ficará marcada como uma das mais desafiantes e, simultaneamente, mais reveladoras da história do torneio. O evento organizado pela Associação Andebolmania conseguiu manter a dimensão

No balanço final, o presidente da associação, Pedro Coelho, reconhece que ainda falta algum distanciamento para uma análise totalmente consolidada, mas sublinha desde já o sucesso global da iniciativa: “Falta-me por agora o enquadramento realmente geral destes últimos dias. Mas, como já tínhamos anunciado, o Andebolmania esteve muito perto em termos de número de participantes do ano anterior.”
Apesar de algumas desistências de equipas portuguesas e de limitações estruturais, a organização optou por não substituir essas vagas, encerrando o torneio com um número expressivo de 156 equipas. “Acabámos num número muito interessante, com 156 equipas. Em termos de jogos, foi sensivelmente idêntico ao ano passado”, explicou o dirigente.

Adaptação forçada que abriu novos caminhos

A ausência do pavilhão das Travessas obrigou a uma reformulação profunda da logística do evento. Ainda assim, a organização conseguiu transformar a limitação numa oportunidade de inovação. “Tivemos um Andebolmania completamente à frente. Tivemos de nos adaptar à falta do Pavilhão das Travessas mas conseguimos dar a volta à situação. Acho que conseguimos de uma maneira muito positiva. As equipas adoraram”, afirmou Pedro Coelho.
Uma das principais consequências desta mudança foi a maior dispersão dos jogos pela cidade de São João da Madeira, o que acabou por ter impacto direto na dinâmica do torneio. “Houve mais centralidade no torneio em termos da cidade (…) as pessoas não ficaram tão cingidas às Travessas. Acho que circularam mais, pelo menos esse é o feedback que temos recebido.”

Megaestrutura improvisada garante continuidade

O maior símbolo da capacidade de adaptação da organização foi, sem dúvida, a instalação de uma tenda de grandes dimensões, equipada com piso oficial, que funcionou como pavilhão improvisado. “Nós conseguimos montar uma tenda com 50 por 30 metros e tenho dúvidas que alguma vez tenham montado uma tenda daquele tamanho”, destacou Pedro Coelho.
A estrutura permitiu manter a qualidade competitiva do torneio, mesmo perante condições adversas, em que “toda a gente jogou e não houve uma queixa”.

Cidade mais envolvida e comércio dinamizado

Um dos efeitos mais visíveis desta edição foi o impacto na dinâmica urbana. Com jogos espalhados e menos concentração num único espaço, o torneio acabou por aproximar-se mais da cidade. Segundo Pedro Coelho, comerciantes locais reportaram maior movimento. “Este ano notou muito mais vida no centro da cidade. As pessoas andavam de pavilhão em pavilhão, o que fez com que circulasse muito mais pelo comércio.”
A adesão da comunidade foi também evidente no apoio institucional. Desde juntas de freguesia até forças de proteção civil, várias entidades estiveram envolvidas, afirmando o presidente: “Sentimos este ano, efetivamente, que a cidade estava connosco.”
A logística, frequentemente um dos maiores desafios do evento, foi amplamente elogiada, sobretudo na área da alimentação. Com cerca de 4800 refeições diárias, o sistema funcionou de forma eficiente. “Parecia uma linha de montagem numa fábrica”, descreveu Paulo Guimarães, membro da comitiva organizativa do evento, recordando a reação de um observador externo.

Eco-evento reconhecido a nível nacional

A vertente ambiental voltou a estar em destaque, com o torneio a afirmar-se como eco-evento. Este ano, a presença da Associação ZERO reforçou esse posicionamento. “Vieram cá apresentar o nosso torneio como um exemplo como nunca tinham visto um evento desta magnitude com tanta organização.”

Iniciativa MVP: valorizar o atleta no centro do jogo
Entre as iniciativas mais debatidas está a distinção de MVP (Most Valuable Player), que procura destacar o desempenho individual num desporto coletivo. Pedro Coelho defende a medida referindo que “muitas vezes fala-se do desporto e não se fala dos atletas mas sem os jogadores, não há espetáculo.”

Festa, convívio e recordes de participação
Se dentro de campo o torneio foi exigente, fora dele a componente social voltou a ser marcante. As festas, realizadas em espaços como a Oliva Creative Factory, registaram forte adesão. “Este ano batemos todos os recordes. Houve mais gente numa festa do que nas duas juntas do ano passado”, revelou Pedro Coelho.

Um desafio que fortaleceu a organização
No final, Pedro Coelho não tem dúvidas de que esta edição deixou aprendizagens importantes. “Este Andebolmania fez-nos perceber que há coisas que fazíamos e que se calhar podemos melhorar.”
Apesar do cansaço evidente, o foco já começa a apontar para o futuro. Com a possível reabertura das Travessas, a edição de 2027 poderá marcar um regresso à “normalidade”, agora com novas ideias e aprendizagens.

 

 

 

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