
O ciclo AcáMúsica fechou a sua 3ª edição no passado dia 7 de julho, com casa cheia para ouvir os Portuguese Brass, o principal grupo camerístico de instrumentos de sopro de metal do nosso país.
Ao longo de uma hora, o Auditório Marília Rocha foi pequeno para o grande poder sonoro deste decateto, composto por quatro trompetes, duas trompas, três trombones e uma tuba, que se apresentou com toda a pompa e circunstância, num repertório assente na música barroca, mas que fechou com texturas quase cinematográficas de sonoridades mais recentes. O programa incluiu a primeira suite orquestral de J. S. Bach, onde se destacaram as texturas imitativas da fuga intermédia da abertura, os equilíbrios sonoros entre naipes e alternâncias harmónicas corais. Com grande brilho se ouviu também o renascentista G. Gabrielli, mas sobretudo G. F. Haendel, e a sua “Chegada da Rainha de Sheba”, onde o registo sobreagudo dos trompetes evidenciaram todo o virtuosismo dos seus intérpretes.
Contudo, com o Adágio da Cantata de Páscoa de J. S. Bach, o grupo mostrou o quão doce pode também ser o som dos metais, capaz de elevar a condição divina a linguagem universal que vibra em toda a dimensão, tendo terminado o concerto no domínio dos “Deuses, Monstros e Heróis” que compõem a Brass Odissey de Anthony DiLorenzo, capaz de criar diferentes quadros visuais a quem ouve as texturas e efeitos propostos.
Foi assim com imenso poder, energia e em grande celebração que se encerrou o ciclo, na promessa de um novo, a iniciar já em outubro, para continuar AcáMúsica todos os primeiros domingos, às onze, no Auditório Marília Rocha, da Academia de Música de São João da Madeira.
Ir para o conteúdo

