Cultura e Lazer

O Amor e a Guerra Colonial, de Armando França

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O autor aproveitou também a apresentação do livro para homenagear António Azevedo Ferreira, jovem sanjoanense

Durante dois anos e meio, entre outubro de 1972, o regresso do autor da guerra colonial em Angola, em março de 1975, manteve uma comunicação epistolográfica regular e quase diária, por carta e aerogramas com a Celina, sua noiva e hoje sua mulher que, à época, estudava em Coimbra.
Nesse período, escreveram um ao outro cerca de 1100 cartas e aerogramas, relatando o dia-a-dia de cada um deles: a Celina em Coimbra e Armando França nos quartéis e aquartelamentos por onde ia passando. Foi essa correspondência e o que nela vem escrito que lhe permitiu reproduzir, com verdade e realismo, o conteúdo de alguma dessa correspondência, fazendo simultaneamente o seu enquadramento temporal, factual e circunstancial, nos planos pessoal, social, militar e político do Portugal da primeira metade da década de 70 do século passado.
A ideia de agora passar para livro o registo escrito desse período das suas vidas, a da Celina e a sua própria, em Portugal e em Angola, nasceu da constatação de continuar a haver um grande desconhecimento dos portugueses, sobretudo das gerações mais jovens, sobre o serviço militar obrigatório e sobre a guerra colonial e os consequentes efeitos físicos e psicológicos e os transtornos nas vidas das pessoas e ainda sobre muitos factos, acontecimentos, ambientes sociais e políticos do Portugal de então e muito especialmente sobre o papel da mulher durante a guerra colonial.
O autor aproveitou também a apresentação do livro para homenagear António Azevedo Ferreira, jovem sanjoanense, que na madrugada de 30 de maio de 1974, onde Armando encontrava-se com um grupo de combate no aquartelamento do Caio Guembo, em Cabinda, faleceu, consequência de um ataque pelo MPLA.

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