
O Novembro Jazz regressa em 2025 com uma edição que “aprofunda o seu compromisso com o presente e o futuro do jazz português”, como destacam os programadores Gisela Borges e Rui Miguel Abreu. Entre 1 e 22 de novembro, a Casa da Criatividade e, pela primeira vez, o Centro de Arte Oliva acolhem seis concertos de características singulares, acompanhados por um conjunto de iniciativas que alargam a experiência do público para além do palco.
O arranque do festival, a um de novembro, traz um encontro inédito: o contrabaixista Bernardo Moreira junta-se à Orquestra de Jazz de Espinho para revisitar a obra imortal de Carlos Paredes, num espetáculo que assinala o centenário do nascimento do génio da guitarra portuguesa. Sob direção de Carlos Azevedo, e com arranjos de jovens e consagrados músicos, este concerto constrói uma ponte entre jazz e música tradicional portuguesa, celebrando um verdadeiro “jazz português”.
Segue-se, a três de novembro, a estreia de “Margem”, projeto da baterista Maria Carvalho, que homenageia José Mário Branco e a força da música cantada em português.
Um concerto que cruza poesia, canção e jazz, recuperando temas icónicos como Sentido Único ou As Contas de Deus.
No dia oito, o jovem pianista e compositor Hugo Lobo, natural de São João da Madeira, apresenta-se em quinteto para estrear composições originais criadas para a ocasião. Uma proposta que confirma o talento de uma das vozes mais promissoras do jazz nacional.
A 14 de novembro, é a vez dos Yakuza subirem ao palco com o novo álbum “2”, sucessor do aclamado Aileron. Um coletivo em permanente reinvenção, que cruza jazz contemporâneo com eletrónica, ritmos dançantes e sonoridades de vanguarda.
No dia 15, a trompetista e cantora Jéssica Pina apresenta-se depois de um percurso internacional que a levou a colaborar com Madonna e a atuar em festivais de renome na Europa e África. Entre o trompete e a voz, a artista portuguesa cruza jazz, soul e R&B, num espetáculo marcado pela intensidade e pela beleza musical.
O encerramento, a 22 de novembro, decorre no Centro de Arte Oliva com LEIDA, um dos projetos mais originais da nova cena contemporânea.
Concebido por Mariana Dionísio, este ensemble de oito vozes funciona como um único instrumento e, em parceria com a artista visual Varvara Tazelaar, apresenta uma performance imersiva e multimédia que explora ilusões sonoras e visuais.
Exposição, conversas, masterclasses e “showcases”
Para além dos concertos, o Novembro Jazz 2025 volta a apostar numa programação paralela que, de acordo com a organização, aproxima ainda mais o festival do território e do público, e que inclui uma exposição fotográfica de Patrice Almeida, com registos de concertos memoráveis (2018-2024), conversas com artistas, abertas ao público, em ambiente descontraído e participativo, masterclasses com Hugo Lobo (8 novembro) e Jéssica Pina (15 novembro), “showcases” de jovens talentos em vários espaços da cidade e uma feira de vinil.
Entre homenagens a mestres da música portuguesa, a afirmação de novas vozes e propostas artísticas inovadoras, o Novembro Jazz 2025 promete momentos irrepetíveis que confirmam o festival como “uma referência incontornável da cena jazz em Portugal”, nas palavras de Jorge Sequeira, presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, autarquia que promove o evento.
Os ingressos para os diferentes espetáculos – entre 5 e 8,50 euros – já se encontram à venda na Bilheteira Online (casadacriatividade.bol.pt), Torre da Oliva, Junta de Freguesia/Paços da Cultura, Worten, FNAC, CTT e El Corte Inglés.
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