Cultura e Lazer

Museus da cidade mostram calçado e chapéus de autor

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O Museu do Calçado e o Museu da Chapelaria inauguraram novas exposições temporárias, intituladas “A Beleza sob a Pele. O Calçado de René van den Berg” e “A Arte da Chapelaria. Luís Stoffel”. A primeira fica patente até 25 de setembro deste ano.

O designer de calçado René van den Berg, dos Países Baixos, e o criador de chapéus português Luís Stoffel estiveram em S. João da Madeira no último sábado, para a inauguração de exposições com peças da sua autoria. “A Beleza sob a Pele” abriu ao público no Museu do Calçado e “A Arte da Chapelaria” ficou patente no Museu da Chapelaria.
Com estas exposições, a cidade “reforça a sua posição como importante polo regional de divulgação cultural e artística”, realça o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Sequeira, acrescentando que, dessa forma, se tira partido de “uma grande dinamização de atividades nos diferentes equipamentos municipais”.

Sapatos feitos à mão
Com formação na área do calçado ortopédico, uma tradição familiar, René van den Berg mostra pela primeira vez o seu trabalho a solo, revelando uma “forma não conservadora e até aventureira” de criar sapatos, como refere a diretora do Museu do Calçado, Sara Paiva. São “modelos únicos, que não seguem tendências nem cedem à velocidade imposta pela indústria da moda contemporânea”.
Tendo colaborado como inúmeros designers e criadores, René van den Berg fundou, em 2013, a sua marca, chamada Makerszoon (“o filho do criador”). “Os sapatos são feitos completamente à mão com couro curtido vegetal e borracha e sem o uso de máquinas elétricas”, revela o próprio, que apresenta em S. João da Madeira, até 30 de abril de 2023, mais de meia centena de sapatos e algumas esculturas, que refletem a sua determinação criativa: “uma crença firme de que as minhas mãos podem fazer o que a minha mente lhes manda”, como se lê no catálogo da exposição agora inaugurada em S. João da Madeira.

Chapéus em palco
Já a sala de exposições temporárias do Museu da Chapelaria apresenta, pela primeira vez, peças de um criador de chapéus nacional – Luís Stoffel. Tendo sido bailarino e coreógrafo, figurinista e aderecista, é hoje uma referência em Portugal, com um trabalho único, “onde o acessório de moda e o objeto de arte se confundem”, de acordo com Tânia Reis, diretora deste equipamento cultural do município sanjoanense.
São 77 peças – muitas das quais subiram aos palcos nacionais, nomeadamente pela mão do encenador Filipe La Féria – para ver até 25 de setembro deste ano, incluindo chapéus, toucados, fascinators, acessórios de cabeça esculturais e, até, máscaras, numa alusão à pandemia da Covid-19, que tanto tem afetado, em particular, o setor cultural. Como defende este criador, “a área da chapelaria deverá ser valorizada e apoiada, de modo a dar continuidade à sua presença neste universo das Artes do espetáculo”.
Refira-se que Luís Stoffel cedeu ao Município de S. João da Madeira várias das suas criações, tendo sido assinado, pelo autor e pelo Presidente da Câmara Municipal, Jorge Sequeira, o protocolo de doação, momento inserido na sessão de inauguração no último sábado. Essas peças passam a fazer parte do acervo do Museu da Chapelaria.

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