Cultura e Lazer

Livro conta a vida de Ruy Moreira e da Molaflex

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A apresentação do livro “No Terremoto de 1975”, de autoria de Tomás A. Moreira, aconteceu no dia 26 de fevereiro, no auditório da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), no Porto.
Tomás Moreira é filho de Ruy Höfle de Araújo Moreira que, em 1975, era dono da Molaflex e foi preso, em 12 de março daquele ano, por suspeita de ligações com o Exército de Libertação Nacional (ELP). Durante os oito meses que durou a prisão, nunca houve uma acusação oficial. Sua libertação aconteceu quando mais de mil trabalhadores da Molaflex, a grande maioria de São João da Madeira, se manifestaram, pacificamente, em frente ao Quartel General do Porto, pedindo que lhes fosse explicado o motivo da prisão do dono da fábrica. Foi a primeira vez, em pleno PREC, que aconteceu uma manifestação a favor de um patrão.
Esse é o tema central da obra. Tomás Moreira é engenheiro eletricista pela Technische Universität München, empresário e gestor e é, também, cônsul honorário da Áustria no Porto, cidade onde nasceu, vive e desenvolve a sua atividade. É igualmente autor do livro “O legado de D. Luís II”, publicado em 2024.
A apresentação do livro “No terremoto de 1975”, publicado pela “Guerra & Paz”, ficou a cargo de Cristiano van Zeller, membro da família mais antiga ligada aos vinhos do Douro. Amigo íntimo do autor, viveu com ele o conturbado período pós-revolução, do qual lembrou alguns episódios extraordinários.
No auditório que se encheu de público, amigos e familiares, estiveram também pessoas que testemunharam os acontecimentos ocorridos com Ruy Moreira e com a Molaflex, no “Verão Quente” de 1975, designadamente trabalhadores da empresa.

 

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