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Centro de Arte Oliva abre novo ciclo com exposição “Horror Vacui”

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Mostra dedicada à Coleção Treger Saint Silvestre reúne cerca de 85 esculturas e inclui uma peça sonora inédita de Gonçalo M. Tavares que acompanha todo o percurso expositivo.

O Centro de Arte Oliva inaugura a 21 de março, a partir das 16h, um novo ciclo de programação sob direção artística de Lara Soares. A abertura será assinalada com a exposição Horror Vacui, dedicada à Coleção Treger Saint Silvestre e com curadoria de Marta Jecu.
A mostra reúne cerca de 85 esculturas antropomórficas e conta com a participação de Gonçalo M. Tavares, autor de um texto original concebido como peça sonora que acompanha todo o percurso expositivo. A composição é difundida nas várias salas e cria uma dimensão imersiva que enquadra a experiência da exposição.
Segundo o Centro de Arte Oliva, em nota de imprensa, Horror Vacui propõe uma reflexão sobre o vazio enquanto condição existencial, estética e cosmológica. As esculturas representam figuras humanas, animais, máquinas, espíritos, monstros e anjos que ocupam o espaço expositivo e convocam diferentes formas de relação com o vazio.
Marta Jecu entende o conceito de horror vacui como um instrumento de leitura cultural. “O termo traz a consciência do crescimento e da expansão infinitos que existem na natureza, com uma força que ultrapassa a agência humana. Por outro lado, a ansiedade do vazio e a necessidade de preencher o universo — de forma compulsiva e sem discernimento — com as próprias projeções sufocam o sujeito numa amalgamação descontrolada e não estruturada onde os elementos se tornam indistintos”.
A curadora acrescenta que o conceito “introduziu na história da arte uma certa estética que, talvez primordialmente desvinculada da necessidade de ornamento, está sobretudo ligada a uma forma de experienciar o mundo: uma mistura de liberdade intensa e tormento agudo”.
A exposição reúne obras de 50 artistas e inclui, pela primeira vez, uma escultura de Joaquim Baptista Antunes, natural da Sertã.
Ao longo da exposição, o Centro de Arte Oliva pro­move um conjunto de iniciativas destinadas a aprofundar o contacto do público com as obras. O programa inclui visitas orientadas para público espontâneo, sessões “PAUSA” dedicadas à aproximação informal a uma obra e a um artista, conversas com colecionadores e convidados e visitas comentadas com a curadora.
No âmbito desta programação estão previstas uma conversa com o colecionador António Saint Silvestre, um encontro com Gonçalo M. Tavares e uma visita orientada conduzida por Marta Jecu.
A exposição inclui ainda audiodescrições de obras selecionadas dirigidas a visitantes com deficiência visual.

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