Candidato do PS às europeias esteve em S. João da Madeira

Candidato do PS às europeias esteve em S. João da Madeira

Pedro Marques, cabeça de lista do PS para as eleições europeias, esteve em S. João da Madeira na passada sexta-feira, 29 de Março, numa visita à Oliva Creativa Factory, que apontou como “um exemplo extraordinário de como a Europa faz a diferença nas nossas vidas”.

“O nosso principal objectivo é fazer na Europa o que fizemos bem em Portugal”

Acompanhado por elementos da estrutura concelhia local e pelo presidente da Federação de Aveiro do PS, Jorge Sequeira, o candidato socialista às eleições europeias de Maio próximo, Pedro Marques, visitou algumas das empresas localizadas na incubadora e business centre da Oliva Creative Factory.
Em declarações aos jornalistas no final da visita, Pedro Marques apontou a Oliva Creative Factory como “um exemplo extraordinário de como a Europa faz a diferença nas nossas vidas”. “Reganhou-se cidade com este espaço”, afiançou, ao sublinhar que a Europa esteve presente “neste virar de página de um espaço que tinha encerrado [a antiga metalúrgica Oliva] e seria talvez um marco negativo do encerramento de uma actividade tradicional”, dando “um salto” e afirmando-se hoje como “um espaço de futuro, de criatividade e de criação de emprego”.
Esta é uma das mensagens que Pedro Marques pretende passar, nos contactos directos com as pessoas que tem mantido, que “compreendam a importância da Europa e votem nas eleições europeias”.
Jorge Sequeira, líder da estrutura distrital do PS e presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, confirmou esta ideia de que “a Europa está absolutamente presente na nossa vida”, enumerando diversas outras empreitadas e projectos da cidade que foram ou estão a ser comparticipadas por fundos comunitários, como a requalificação da Casa da Criatividade, dos prédios no Bairro do Orreiro, a colocação de LED’s nos parques da cidade, a reabilitação da Praça ou a construção de novos espaços desportivos, entre outros.
“Estas eleições são de facto vitais”, concluiu Jorge Sequeira.

É preciso “um novo contrato social na Europa”

“Somos a lista que representa o partido mais europeísta de todos”, afirmou Pedro Marques, lembrando que “o PS está associado a todos os grandes marcos da adesão de Portugal ao projecto europeu”. Sobre a lista que encabeça, o ex-ministro diz ser uma “equipa com capacidade executiva, de fazer coisas, com competências muito diversificada e muita gente jovem”, garantindo ser uma “lista paritária à séria” e que “representa bem a generalidade do território” e que “transporta para a candidatura aquele que é o nosso principal objectivo, que é fazer na Europa o que fizemos bem em Portugal”.
Pedro Marques assume que a candidatura do PS defende ser necessário “um novo contrato social na Europa”. “A governação europeia tem de se reaproximar e voltar a governar para as classes médias e para os jovens”, defende, apontando que, após a criação da moeda única, “criou-se a ideia de que era preciso deixar funcionar o mercado de modo totalmente livre sem qualquer regulação”, o que levou ao acentuar das “desigualdades” entre os estados membros, mas também ao nível interno de cada país. O candidato acredita que “isso foi talvez a maior gasolina para a tendência de crescimento dos populismos e extremismos”.
“Em Portugal, nestes mais de três anos de Governo PS, tivemos a felicidade de não deixar crescer esse populismo”, refere, o que atribuiu ao facto de se ter “governado para as pessoas”, citando medidas como o aumento “das pensões e do salário mínimo nacional”, ou a devolução “dos rendimentos que tinham sido cortados anteriormente”. “Quando os cidadãos vêem a sua vida melhorada estão menos disponíveis para ouvir a conversa fácil dos populistas”, considerou.
Para Pedro Marques, um “bom resultado é ganhar de forma clara”. “Temos condições para isso porque entregamos bons resultados para os portugueses e o nosso projecto político para a Europa tem tudo a ver com o que fizemos em Portugal”, defendeu, ao apontar que “os candidatos da direita” em Portugal “foram os que aplaudiram o Governo de Passos Coelho naquela sucessão de cortes e do ir além da troika”.
O candidato assume que reduzir a abstenção nestas eleições seria “um grande resultado para a democracia portuguesa e europeia”. E recorre ao exemplo do Brexit para sublinhar a importância do voto: “os jovens britânicos, em termos relativos, foram os que menos votaram [no referendo] e eram pela permanência na União Europeia. Os que não foram votar, na manhã seguinte, acordaram e viram-se nesta situação desgraçada em que estão agora. É essencial que as pessoas se lembrem disso. As pessoas têm mesmo de escolher. Escolham mas votem”.
Nos contactos que tem mantido e que o trouxe aos concelhos de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira, na passada semana, Pedro Marqeus procura que as “pessoas compreendam o quanto a Europa faz diferença nas suas vidas”, pelo que é vital que “votem nas eleições europeias”, citando exemplos concretos onde a criação de empresas e emprego “é apoiada por fundos europeus”.
“A competitividade e melhoria da qualidade de vida em S. João da Madeira é apoiada pela Europa”, concluiu.
Em Portugal, as eleições europeias vão ter lugar no dia 26 de Maio.

Joana Gomes Costa

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