Câmara dá subsídio de 30 mil euros aos bombeiros

Câmara dá subsídio de 30 mil euros aos bombeiros

O Município aprovou a atribuição de um subsídio extraordinário de 30 mil euros para reforço da tesouraria aos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira. A medida acontece depois de a associação ter sido afetada pela pandemia com uma redução dos serviços de transporte de doentes.

A Câmara Municipal vai atribuir um subsídio extraordinário de 30 mil euros aos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, para compensar a perda de receitas que a associação está a sofrer durante a pandemia de covid-19. A medida foi aprovada na última reunião de Câmara.
“O subsídio é para reforço da tesouraria. A receita dos bombeiros foi afetada porque cessaram um conjunto de serviços de transporte de doentes que eram levados a cabo pela associação e que eram uma fonte importante de financiamento”, explicou o presidente do Município, Jorge Vultos Sequeira, que garantiu estar em diálogo constante com a associação. “Estamos a acompanhar situação de modo a que nada falta aos bombeiros”, afirmou o autarca.
O reforço de 30 mil euros junta-se ao subsídio ordinário que é pago mensalmente aos bombeiros pela Autarquia e a uma verba de 15 mil euros, já aprovada anteriormente, para a compra de equipamentos de proteção individual, “que é neste momento uma prioridade”, segundo Sequeira.
De acordo com Paulo Cavaleiro, vereador do PSD/CDS, a sustentabilidade das corporações é “uma preocupação a nível nacional” e “a proposta do Governo de antecipação de receitas não resolve o buraco que as associações têm”. Neste sentido, e tendo a Câmara a oportunidade de ajudar e de reforçar as verbas atribuídas à associação humanitária, a Oposição está de acordo. “Em todo o caso, o presidente tem que sensibilizar o Governo de que tem de criar um apoio concreto. Não podemos estar sempre a bater palmas, e a promover momentos, e quando chega a hora da verdade, para garantir a sustentabilidade de uma entidade… Se há momento em que é preciso apoiar, é agora”, afirmou Cavaleiro, que ressalvou, contudo, que é preciso “ir avaliando as dificuldades de todas as instituições, porque muitas delas perderam rendimentos”.
O autarca Jorge Sequeira aproveitou ainda para apelar a donativos. “Houve uma redução praticamente a zero de donativos. Sei que vivemos uma fase particularmente difícil, e para aquEles que não tiveram quebra de rendimentos, faço um apelo público. Todos os donativos, independemtente do seu montante, são bem-vindos. Os bombeiros todos os dias realizam atos de verdadeira bravura. Transportam doentes covid, em condições especialmente sensíveis e difíceis. E nunca falharam a ninguém”, rematou.

Breves

Proteção Civil mantém trabalho
Depois do levantamento do estado de emergência e com a situação de calamidade decretada no país, em S. João da Madeira foi decidido que a Subcomissão Municipal de Proteção Civil se manterá em funcionamento. É composta pelo presidente da Câmara, GNR, PSP, Delegado de Saúde, Coordenador Municipal Proteção Civil, Adjunto dos Bombeiros, Chefe de Gabinete do presidente e pelo vice-presidente. Irá reunir às segundas, quartas e sextas. E manter o reporte diário.

Máscaras oferecidas ao comércio
Depois de anunciar que serão distribuídas viseiras produzidas pela fábrica Simoldes pelos estabelecimentos comerciais abertos ao público, em articulação com a Associação Comercial, o Município vai também oferecer a cada loja um conjunto de três máscaras cirúrgicas. “As máscaras vêm do lote que foi oferecido pela República Popular da China, através da Embaixada em Lisboa”, informou Jorge Sequeira.

PSD/CDS questiona recolha do lixo
O vereador do PSD/CDS, Paulo Cavaleiro, referiu que houve zonas da cidade sem recolha do lixo no dia 1 de maio e afirmou que “é importante clarificar”. Mas o vice-presidente da Câmara garantiu que a recolha seletiva aconteceu. “Não temos informação de qualquer anomalia. Está previsto no caderno de encargos a recolha nos feriados. A sexta é dia de recolha de indiferenciados e foram recolhidas 26 toneladas no porta a porta no dia 1 de maio”, explicou José Nuno Vieira, que admitiu, contudo, que pode ter havido alguma falha em certas zonas.

Sede da Tuna d’Os Voluntários com infiltrações após obras
O PSD/CDS alertou o Executivo, durante a última reunião de Câmara, para problemas de humidade e infiltrações na sede da Tuna d’Os Voluntários, que foi alvo de obras por parte da Autarquia recentemente. “Em janeiro deste ano, a sede já estava pintada e com caixilharia, muito diferente do que era no ano passado. Obviamente que vamos tentar corrigir esse problema”, esclareceu o autarca Jorge Sequeira. O vice-presidente acrescentou que “não existe qualquer problema com a obra executada” que interveio na caixilharia. “Existe, sim, um problema de uma infiltração que se prende com uma fissura na parede. E já está agendado o tratamento dessa fissura pelos nossos serviços”, rematou.

Em Abril, Câmara arrecadou menos 53 mil euros
O Município arrecadou menos 53 mil euros em receitas, só em abril. O número foi adiantado pelo presidente da Câmara, Jorge Sequeira, que admitiu que o estudo sobre o impacto das medidas associadas à pandemia apresentado à Oposição ainda está incompleto. A par da maior despesa, por outro lado, o Município também prevê poupar 423 mil euros e o vereador do PSD/CDS, Paulo Cavaleiro, pediu um estudo mais detalhado sobre este impacto. “Isto é uma matéria que também nos preocupa e gostaríamos de ter um resposta”, apelou o social-democrata. O presidente da Câmara informou que ainda é prematuro, “porque não sabemos a duração da crise”, mas garantiu estar a ter muita cautela na gestão financeira, até porque “a situação é também do ponto de vista das finanças locais preocupante”. A prioridade, contudo, é “a saúde pública”.

Catarina Silva

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