Autarquia preocupada com o número de efetivos na PSP

Autarquia preocupada com o número de efetivos na PSP

Entre os principais assuntos debatidos na última reunião de Câmara, mereceu destaque o número de efetivos que tem vindo a diminuir nos últimos anos na Esquadra da PSP de S. João da Madeira, e, ainda, a implementação de uma rede de ciclovias na cidade.

O presidente da Câmara de S. João da Madeira mostra-se preocupado quanto ao número de efetivos na esquadra da PSP de S. João da Madeira, que tem vindo a reduzir nos últimos anos. ”A PSP já teve cerca de 70 efetivos e, neste momento, tem, aproximadamente, 50”, reforçando que se trata de uma “questão que nos preocupa muito”.
O assunto foi levantado por Manuel Pinho, no período destinado ao público, na última reunião camarária, que se realizou na passada terça-feira, tendo pedido ao autarca para não se esquecer da “Polícia e da segurança da cidade”.
O autarca Jorge Sequeira assegurou que o município está “atento”, tem mantido encontros com o Comissário da Esquadra, explicando ainda que a “forte redução” de efetivos está relacionada com uma diminuição de ingressos anuais, esperando que, “em breve”, esses números possam ser reforçados.
Naquela que foi a última reunião ordinária da Câmara, neste ano, o vereador Paulo Cavaleiro, da coligação PSD/CDS, levou a discussão o assunto dos “bancos de lápis”, junto ao Largo do Souto, na Avenida Dr. Renato Araújo, enaltecendo a ideia “positiva” que envolveu o município e a empresa Viarco, assumindo que se trata de “mais uma das muitas peças que já existem na cidade” e que integram outros projetos que “afirmam a identidade” de S. João da Madeira.
Os três primeiros exemplares destes bancos foram colocados no passado dia 14, à tarde, e o edil de S. João da Madeira afirmou que a sua colocação se vai estender a outras zonas da cidade, nomeadamente na entrada do Turismo Industrial e do edifício da autarquia, locais de passagem de muitas pessoas. “Queremos que seja um projeto da cidade, estamos muito satisfeitos pelo potencial que ele tem demonstrado de projeção da nossa cidade no exterior”, assegurando que esta foi uma ideia que “funcionou”.

“Críticas desajustadas”

Paulo Cavaleiro, usou a reunião para mostrar o seu desagrado relativamente a uma afirmação feita um dia antes, em Assembleia Municipal pelo líder do PS, Rodolfo Andrade, afirmando mesmo não acreditar que o presidente do município se “reveja na crítica que o PS” fez relativamente às questões industriais. “Não aceitamos e repudiamos as críticas que nos foram feitas, ontem, na Assembleia Municipal, que não batem certo com as afirmações do Presidente da Câmara sobre essa matéria”.
Para Paulo Cavaleiro, “se há área onde interviemos foi na indústria. Eu aceito todas as críticas, mas acho que algumas são um pouco desajustadas, e esta é uma delas. Nós fomos responsáveis pela criação e ampliação da Sanjotec, da Oliva Creative Factory, reabilitamos todas as zonas industriais, ampliando a nossa capacidade industrial, com a expansão da Zona Industrial das Travessas, por isso, não podemos aceitar este tipo de acusações. A afirmação industrial do concelho está presente, desde o início dos mandatos do PSD”, disse.
Relativamente às declarações do líder do PS, Vultos Sequeira afirmou não querer fazer qualquer comentário quanto ao assunto, assumindo, no entanto, que as mesmas “não tenham sido uma crítica tão severa ao passado”.

Criação de uma ciclovia

A implementação de uma rede de ciclovias na cidade de S. João da Madeira foi um dos temas de maior discussão. Apesar do ponto ter sido adiado por vontade da coligação PSD/CDS, para uma melhor avaliação dos documentos e discussão do assunto em causa, o autarca explicou que se trata de um anteprojeto para suportar a candidatura a cofinanciamento no âmbito do PEDU-Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável, tendo como principal objetivo a implementação de condições para a utilização dos modos suaves nas deslocações intraurbanas, dentro da estratégia prosseguida para o reforço do sistema de mobilidade de modos suaves.
“O anteprojeto que aqui apresentamos tem dois eixos. Por um lado, realizar uma ciclovia numa zona da nossa cidade que fica junto ao nosso Parque Urbano e reabilitar os passeios que faltam ainda fazer” nessas ruas, disse o autarca.
Nesta primeira fase é proposta a intervenção ao longo da Avenida do Vale, da Rua Manuel Vieira Araújo e nas articulações com a Rua dos Ribeiros, Rua das Águas e Rua do Grupo Patriótico Sanjoanense. Trata-se de uma intervenção que contempla a requalificação destas vias, pela introdução de ciclovias, a construção de passeios e a implementação e medidas de acalmia de tráfego.
O orçamento previsional para a implementação deste projeto é superior a 1 milhão de euros.

António Gomes Costa


Breves da Reunião

Cemitério. Manuel Pinho alertou para o “perigo” da ponte Vale do Vouga e reforçou que a iluminação no Cemitério N.º 3 continua inexistente e é “urgente” a sua resolução. Elogiou a autarquia pelo trabalho desenvolvido ao longo de 2018, salientando ainda que o mesmo foi “muito importante para S. João da Madeira”, bem como o “excelente trabalho” desenvolvido pelo Padre Álvaro ao serviço da paróquia.

Iluminação. A munícipe Ana Couto enalteceu que a Iluminação de Natal deste ano chegou a outros pontos da cidade, destacando a importância das mesmas terem chegado, nomeadamente, aos Bairros Urbanos. Elogiou ainda a poda de árvores de grande porte que decorrem em várias avenidas da cidade, “permitindo melhor iluminação e diminuiu os problemas de limpeza”.

Mercado. A reabilitação do Mercado Municipal voltou a ser assunto na reunião de Câmara. No orçamento de 2019, o município assegura que encontrou uma “solução” para reforçar o preço base que era de 1,2 milhões de euros para cerca de 1,3 milhões. O ponto foi aprovado, por unanimidade, para o “relançamento” da candidatura da obra.

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