Associação Comercial entrega equipamento de proteção individual a comerciantes

Associação Comercial entrega equipamento de proteção individual a comerciantes

A Associação Comercial de S. João da Madeira vai avançar com a entrega de máscaras e viseiras aos comerciantes da cidade, mediante solicitação dos mesmos. Esta é uma medida que decidiram tomar, e à qual a Câmara Municipal se associou, oferecendo as viseiras e a logística para a distribuição. Na semana em que se deu início, de forma faseada, a abertura de alguns espaços comerciais, esta medida é uma ajuda aos comerciantes que vão enfrentar uma nova realidade.

A Associação Comercial de S. João da Madeira (ACSJM), perante a nova realidade que o novo coronavírus trouxe a toda a sociedade, está empenhada em colaborar com todos os comerciantes da cidade, na aplicação das regras definidas pela Direção-Geral de Saúde. Nesse sentido, está já a preparar, há alguns dias, a entrega de máscaras e viseiras aos comerciantes que fizerem a solicitação deste equipamento de proteção individual, que passa a ter uso obrigatório.
Mas, fazendo a cronologia deste processo, a ACSJM, logo numa fase inicial da declaração do Estado de Emergência, enviou uma carta ao presidente da Câmara manifestando a preocupação, bem como avançou com um documento contendo diversas propostas de apoio ao comércio, algumas das quais a autarquia já as colocou em prática.
Posteriormente, resolveu avançar com a entrega de equipamento de proteção individual aos comerciantes, mas sem nunca ter sido feita qualquer articulação com a Câmara Municipal. E foi nesse sentido que o vereador Paulo Cavaleiro interveio no período de antes da ordem do dia da reunião de Câmara de 28 de abril, alertando para a falta de articulação da Câmara com a Associação Comercial, como sendo algo que o preocupava. “Era importante articular com esta associação a execução das medidas que serão necessárias de sensibilização dos comerciantes”, alertou o vereador da oposição, tendo em conta o facto da abertura faseada do comércio.
A sensibilização da colocação em prática das medidas que serão necessárias passar a ter nos espaços comerciais, segundo o vereador, faz todo o sentido. “Em conversa com o presidente da associação, soube que têm a intenção de entregar máscaras, e julgo que isto deveria ser articulado com o município”, referiu.
Posteriormente, na segunda-feira, 4 de maio, o presidente da Câmara Municipal, a seu pedido, reuniu com a Associação Comercial e ficou definida uma parceria entre as instituições, com a salvaguarda de que, por questões de logística, a autarquia irá fazer a distribuição das viseiras, com a colaboração da Associação Comercial. Refira-se que uma parte destes equipamentos foi oferecida por empresas da região.
Segundo Paulo Barreira, presidente da ACSJM, “ambas as entidades manifestaram, mais uma vez, a disponibilidade, colaboração e apoio mútuo”, na realização desta iniciativa. Já em relação às máscaras, será a própria associação que fará a entrega “a todos os comerciantes mediante requisição prévia”, solicitando interesse na obtenção das máscaras comunitárias.
Na terça-feira, o presidente da Câmara, Jorge Sequeira, em conferência de imprensa, confirmou aquilo que havia transmitido à Associação Comercial, referindo que as viseiras, produzidas pela empresa Simoldes, de Oliveira de Azeméis, vão começar a ser entregues aos comerciantes em breve.

Associação Comercial mostrou-se preocupada com as obras na Praça Luís Ribeiro
Nesta mesma reunião, Paulo Barreia, que esteve acompanhado de mais dois colegas de direção, manifestou a preocupação sobre as obras que se vão iniciar na Praça Luís Ribeiro. Segundo o presidente da ACSJM, o autarca afirmou-lhe que, “tal como prometeu, vai convocar todos os comerciantes para uma apresentação de como vai ser faseada a obra”, para assim eles perceberem como irá decorrer a empreitada, e assim “poderem organizar -se comercialmente”, referiu.
Em relação ao arranque da obra, ficou a garantia de que será nos próximos dias, até porque toda a zona central já se encontra com uma vedação, onde vai arrancar inicialmente e se prolongará pela quase totalidade do tempo previsto para a execução da obra, que ronda um ano.
Outra das preocupações dos responsáveis da associação são os comerciantes do terceiro piso do Mercado Municipal, que já os contactaram a pedir ajuda, mas a resposta que Paulo Barreira diz ter obtido do presidente da Câmara foi muita clara, garantindo que “grandes superfícies em Estado de Calamidade são proibidas por decreto do Governo de estarem abertas, com a exceção da área alimentar”, afirmou.

Ferramentas online para ajudar o comércio de rua
Nesta fase de maior confinamento e de recurso às tecnologias, a Associação Comercial de S. João da Madeira tem ao dispor do comércio de rua os sites preserve.pt e saojoaonosso.pt. A intenção dos responsáveis da associação é que estes possam ser uma ajuda a quem está obrigado a ter fechado o seu espaço comercial.
Ao fazer uma parceria com a plataforma preserve.pt, a ACSJM coloca ao dispor da população a possibilidade da aquisição de um voucher, “para mais tarde usar no comércio de rua, assim que estes voltem a abrir portas, e contribuindo para ajudar a economia local, criando receitas imediatas e liquidez de tesouraria. Desta forma, estarão a ajudar a que possam cumprir com os seus compromissos”, afirmou Paulo Barreira, que assegura que a inscrição é gratuita para todos os comerciantes, independentemente de serem ou não associados.
Em relação ao saojoaonosso.pt, a Associação Comercial, em conjunto com o Comércio Nosso, está a agilizar uma ferramenta que permita aos comerciantes promoverem os seus produtos e serviços e vendê-los e entrega-los online.

Associação Comercial propôs a criação de um Selo de Garantia que transmita confiança ao consumidor
Na reunião da passada segunda-feira, a ACSJM manifestou outra intenção junto da autarquia, esta em defesa do consumidor, ao sugerir a criação de um selo que garanta e cumpra os requisitos do género do Selo “Estabelecimento Clean & Safe” (hotelaria) ou do Selo “Estabelecimento COVID-19 Free” (Restauração e Bebidas). A ideia é a de que a autarquia possa entregar um selo ao comerciante, que transmita segurança ao consumidor, para frequentar o espaço comercial. E, assim, permitir saber quais os locais que se podem frequentar de uma forma segura e certificada. A proposta é que possa ser a autarquia a assegurar esta possibilidade, uma ideia que o presidente da Câmara não pôs de lado e que ficou de estudar, conforme confirmou Paulo Barreia a ‘O Regional’.

Paulo Guimaães

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.