Alunos voltam às aulas presenciais esta segunda-feira

Alunos voltam às aulas presenciais esta segunda-feira

As aulas presenciais para os alunos dos 11.º e 12.º anos, com disciplinas com exames nacionais, recomeçam no dia 18 de maio. Os diretores dos três agrupamentos garantem que está tudo pronto para este regresso, que chega com muita restrição.

As aulas presenciais para alunos do 11º e do 12º anos vão começar na próxima segunda-feira, dia 18, com obrigatoriedade do uso de máscara, e chegam com muitas restrições.
No Agrupamento Dr. Serafim Leite está tudo pronto para o regresso das aulas presenciais, mas ainda aguardam orientações da tutela, relativamente a que alunos “efetivamente” terão acesso às aulas presenciais. “Devem ser cerca de 15 professores e 60 alunos”, diz a Diretora deste Agrupamento.
Anabela Brandão explica que os últimos dias têm servido para proceder à “desinfeção de todos os espaços do bloco principal” da Escola Básica e Secundária (EBS) Dr. Serafim Leite. “Como estamos com obras de requalificação, só temos este bloco disponível”.
Anabela Brandão explica que no seu agrupamento “somente o bloco principal estará aberto. Os alunos terão as aulas num único espaço de sala de aula, durante o turno da manhã ou da tarde”. Ao entrarem nas instalações, deverão trazer máscara, “se não trouxerem ser-lhe-á fornecida uma” e deverão desinfetar as mãos. “Dirigem-se à sala onde permanecerão, no seu lugar, até ao final de todas as aulas. Qualquer saída da sala deverá ser acompanhada por um Assistente Operacional, que acompanhará a pessoa e garantirá que esta procede à desinfeção das mãos e não se deslocará pela escola”. 

“Tudo decorrerá com segurança”
Mário Coelho, do Agrupamento Oliveira Júnior, explicou que, tendo em conta a “qualidade” das instalações da escola sede, que são amplas e o número de salas disponíveis é elevado, “temos condições para que as aulas decorram todas entre as 10 horas e as 13h10 horas”. O diretor salienta também que cada turma usará “sempre a mesma sala”, e cada aluno vai sentar-se sempre no mesmo lugar.
Os lugares cumprem o afastamento aconselhado. As aulas terão a duração de 90 minutos com um único intervalo de 10 minutos. Este agrupamento terá aulas presenciais a alunos de 13 turmas, no total do 11.º e 12.º anos, que corresponde a perto de 300 alunos. “Após auscultação dos alunos sobre se iriam às aulas presenciais, cerca de 95% disseram que estariam presentes nas aulas presenciais”.
Às aulas presenciais também vão ser acrescentadas aulas síncronas para esclarecimento de dúvidas aos alunos. Existem, no entanto, zonas da escola que vão continuar encerradas, que é o caso do bar, espaços de convívio, entre outros, e existem percursos de acesso às salas definidos para as diferentes turmas.
“As salas terão ainda a porta sempre aberta e será feita a limpeza periódica e o arejamento das salas, no intervalo. O número de casas de banho será também reduzido. Nenhuma turma terá na sua proximidade outra turma a ter aulas.
O que pretendemos é que os alunos entrem e vão diretos às salas e no fim destas vão diretos para casa”. Com todas estas medidas, Mário Coelho mostra-se convicto de que “tudo decorrerá com segurança”.

“Regresso já muito ansiado”
António Mota Garcia, diretor do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia, diz que neste momento estão a reorganizar os horários dos cerca de 230 alunos e 20 professores do 11º e 12º anos.  Para evitar a concentração e diminuir o tempo de permanência na escola, tal como as orientações recebidas do Ministério da Educação, “os horários das turmas serão desfasados”, só no período da manhã ou só no período da tarde, “haverá desdobramento de turmas para acautelar o distanciamento dentro da sala de aula e a matriz curricular será reduzida”.
Relativamente às regras de segurança, como o distanciamento social e higienização dos espaços, todos estão a ser “acauteladas e minuciosamente programadas” para que alunos e professores se sintam confortáveis neste “regresso já muito ansiado”. Diz também que os alunos e os docentes “serão previamente informados dos procedimentos a adotar, nomeadamente os circuitos de acesso às salas de aula, os acessos e regras de uso da cantina, biblioteca escolar, reprografia e serviços administrativos, para que na próxima segunda-feira as aulas decorram dentro da maior normalidade e, sobretudo, com tranquilidade”.
António Mota Garcia garante que o seu agrupamento está ciente de que o regresso será ainda, para alguns, “fonte de alguma ansiedade e talvez algum desconforto”. Porém, é sua convicção de que, “se todos cumprirmos de forma escrupulosa as normas de segurança e distanciamento, estaremos protegidos e estaremos a proteger os que nos rodeiam e, neste aspeto, sabemos que a comunidade deste agrupamento estará à altura de mais este desafio”.

1 de junho, abertura das creches, do pré-escolar e ATL’s
Uma nota publicada no seu ‘site’, a Direção-Geral da Saúde (DGS) refere que deve ser atribuída a cada grupo de alunos uma zona da escola e que cada sala de aula deve ser usada pelo mesmo grupo de estudantes, para impedir a contaminação por covid-19.
O distanciamento físico (1,5 a dois metros) deve ser mantido fora e no interior da sala de aula, com as secretárias dispostas o mais próximo possível junto das paredes e janelas, evitando que os estudantes fiquem de frente uns para os outros.
A DGS lembra, ainda, entre várias medidas, que os espaços não necessários à atividade letiva, como os bufetes/bares, salas de apoio, salas de convívio de alunos e outros, devem continuar encerrados. “Se, por motivos de garantia de equidade, for necessário disponibilizar o acesso à biblioteca ou à sala de informática, estas devem reduzir a lotação máxima e dispor de uma sinalética que indique os lugares que podem ser ocupados de forma a garantir as regras de distanciamento físico. Devem também ser higienizadas e desinfetadas após cada utilização”, referem.
Também a 18 de maio vão abrir equipamentos sociais na área da deficiência e as creches com opção de apoio à família. No dia 1 de junho, será a vez das creches, do pré-escolar e ATL’s, sendo também obrigatório o uso de máscaras, exceto nas crianças em creches e jardins de infância.

António Gomes Costa

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