Saúde

Saúde Mental: uma prioridade de saúde pública

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Olhemos para a saúde mental como uma prioridade. Só podemos ter saúde física se tivermos saúde mental.

Janeiro marca o início de um novo ciclo e, junto à sua chegada e ao começo de um novo ano, muitas pessoas gostam de fazer planos, traçar metas e objetivos novos para as suas vidas. Por esses motivos, janeiro pode ser considerado o mês do recomeço. No entanto, alguns indivíduos vivem este mês com preocupação e com medo do que o ano lhes pode trazer. Refiro-me às notícias recorrentes que vemos, isto é uma guerra sem fim, um governo desequilibrado, uma violência a todos os níveis, entre muitas outras notícias. Todo isto gera uma grande desordem na saúde mental dos nossos cidadãos. Trata-se do nosso bem-estar emocional, psicológico, e social. Este estado psicológico afeta a nossa forma de pensar, sentir e agir. A sanidade mental é importante em todas as fases da vida, desde a infância até à idade adulta. Pois na verdade, as perturbações mentais afetam cerca de metade da população portuguesa.
Assim, revela-se fundamental a mudança de comportamento para combater o estigma e a discriminação que existe quanto a este tema, tornar as comunidades e sociedades informadas e resilientes nesta matéria. O combate a este estigma começa por lidarmos com os muitos mitos que existem quando se fala da saúde mental, por exemplo: Se uma pessoa tem um problema de saúde mental significa que é pouco inteligente. Isso não é verdade, as doenças mentais, tal como as doenças físicas, podem afetar qualquer pessoa, independentemente da sua inteligência, idade ou nível socioeconómico; Só é necessário tomar conta da nossa saúde mental se tivermos alguma doença. Errado, a saúde mental está presente em todas as pessoas e, por isso, beneficiamos quando tomamos medidas que promovem o nosso bem-estar e melhoram a nossa saúde mental. Logo, é necessário combater o quanto antes a disseminação destes estigmas, para que muitas pessoas que precisam de orientação ou de tratamento não sejam ignoradas ou desencorajadas à procura de auxílio.
Assim, olhemos para a saúde mental como uma prioridade. Só podemos ter saúde física se tivermos saúde mental.

Bárbara Pessoa
Estudante de Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde

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