Opinião

A osteoartrose (magistralmente) explicada a gente apressada

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Osteoartrose: doença evolutiva, manifesta-se por sintomas e sinais repetitivos, provoca dor em qualquer que seja a fase de evolução em que se apresente

Tenho a felicidade de ler um bom número de publicações de associações de doentes, e confesso que aguardo sempre com expetativa a chegada do boletim da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), pela liminar razão da sua acuidade pedagógica, pela abordagem simplificada das temáticas, e muitíssimas são elas, quem têm a ver com os doentes que sofrem de reumatismo. O leitor pode verificar com facilidade que não exagero. O nº81, recentemente publicado, é um número especial sobre a osteoartrose, vulgarmente chamada artrose que muitos admitem afetar mais de 12% da população portuguesa adulta no joelho e perto de 9% da mão. Dado que esta incapacidade pela osteoartrose tem vindo a aumentar, a publicação da LPCDR releva os principais fatores de risco, os sinais de alerta, as atividades que a associação tem no âmbito do Núcleo de Apoio ao Doente com Osteoartrose. Diz algo que devia ser sentido por todos nós: a capacitação do paciente no controlo da doença reduz o impacto socioeconómico, associado aos gastos recorrentes da multiplicidade de tratamentos da doença crónica.
Um reumatologista fala-nos do diagnóstico da osteoartrose: doença evolutiva, manifesta-se por sintomas e sinais repetitivos, provoca dor em qualquer que seja a fase de evolução em que se apresente – é a doença reumática por excelência, e passou a ser entendida como um continuo de situações clínicas distintas desde fases precoces até fases finais de destruição articular. E refere concretamente na fase precoce a inflamação sinovial e alterações a nível ósseo e de cartilagem, as alterações destrutivas de estruturas articulares e como se procede ao diagnóstico. Quanto ao tratamento, o reumatologista considera seis setores primordiais na terapêutica: tratar a dor, em fase de grande destruição articular, deverá ser medicado com analgésicos, dando-se preferência à utilização de anti-inflamatórios não esteroides, havendo que avaliar a relação risco-benefício e, por vezes, a utilização de medicamentos que atuam como supressores da acidez gástrica; identificar e tratar causas específicas da dor, e que são várias; prevenir a progressão da doença, existem, de facto, substâncias cuja utilização tem sido associada não só a uma melhoria da intensidade da expressão sintomática da doença, mas sobretudo com efeitos de retardamento da evolução da doença, será o caso do sulfato de glucosamina ou do sulfato de condroitina; promover a reabilitação funcional do doente; recorrer à viscosuplementação (consiste na introdução intra-articular de uma substância específica, derivada do ácido hialurónico; recorre à cirurgia sempre que indicado.
O boletim aborda também estratégias de informação mais eficazes para responder às necessidades dos pacientes com osteoartroses. E há sempre aquela mensagem muito positiva que é não meter a cabeça na areia, ou choramingar, o que é verdadeiramente importante é saber encarar a vida com osteoartrose, como escreve uma doente:
“O primeiro lema é focar-me mais no que sou capaz de fazer e não nas impossibilidades, com uma atitude de gratidão por cada conquista. A segunda estratégia é manter a paz interior, pois a principal batalha trava-se na mente. Em terceiro lugar, a disciplina que aplico diariamente é crucial para manter a saúde física. E, por último, admitir que não sou autossuficiente e dependo do auxílio dos outros.” Quer saber mais sobre a LPCDR e como esta lhe poderá ser útil? Telefones de apoio ao doente: 925609940 ou 968061209; email: voluntariado@lpcdr.org.pt; consultar o que faz a Liga em www.lpcdr.org.pt

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