Política

Oposição desafia Sequeira a tomar posição em nome do município sobre a Linha do Vouga

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Conforme já tinha sido anunciado n’O Regional, a coligação ‘A Melhor Cidade do País’ (PSD/CDS/IL) apresentou, na reunião de Câmara da passada segunda-feira, dia 9, uma moção para recomendar ao Governo a reconversão da Linha do Vouga

“A linha do Vouga será a única do país com bitola métrica, incompatível com toda a restante rede ferroviária nacional. O pitoresco desta situação pode ser interessante para o turismo ferroviário, mas não serve às populações do Entre Douro e Vouga que continuarão privadas de uma ligação ferroviária direta até ao Porto”, referiu a oposição, a coligação “A Melhor Cidade do País” (PSD/CDS/IL).
A coligação considera, no seguimento, que “não investir na Linha do Vale do Vouga é ignorar a enorme importância de uma vasta região, com grande peso na Economia do nosso país, pois o eixo Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho é fortemente industrializado e, essencialmente, exportador”.
“Uma vez apresentado o projeto de Plano Ferroviário Nacional, pelo Governo, encontrando-se em discussão pública, torna-se urgente o município de S. João da Madeira, através dos seus órgãos autárquicos, pronunciar-se”, frisa a moção, que propõe que o assunto seja levado também às Câmaras e Assembleias Municipais de Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Espinho, para que estas aprovem e deliberem no mesmo sentido “reforçando assim a luta pelo projeto de requalificação e modernização da Linha do Vouga e consequente inclusão na Linha do Norte”.
O Presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira, deu nota do “consenso” dos munícipios da Associação das Terras de Santa Maria, que se têm abstido de tomar uma posição individual.
“Não me parece que, neste momento, depois de quatro anos de trabalho articulado em conjunto, seja possível que deliberemos aqui uma moção sem previamente articular com os outros municípios”, salientou o autarca socialista, lembrando que esse trabalho resultou, entre outros aspetos, na garantia de financiamento para a requalificação da Linha do Vouga.
Lembrou ainda que houve um acordo para uma solução de extensão do atual término da Linha do Vouga até ao centro de Espinho, terminando na entrada do acesso à Linha do Norte, para permitir assim o transbordo.
Já há uma solução técnica para essa interface, informou, esclarecendo igualmente que se mantém a bitola métrica.
Recordou que está prevista a requalificação da linha de Aveiro a Espinho e que a moção da coligação remete para bitola ibérica, sendo que os peritos e técnicos defendem que como Linha do Vouga cerca de 70% do seu traçado é em curva manter o atual traçado transforma não é possível transformar em linha de bitola ibérica e mesmo assim nunca se iria atingir grandes velocidades. “Estaríamos a fazer bitola ibérica para ter velocidades de bitola métrica”, apontou.
“O que está a ser equacionado” é assim a eletrificação da linha, correção pontual de alguns pontos o traçado, deslocação de alguns apeadeiros, aumento da frequência, melhoria das composições e interface com Linha do Norte para permitir transbordo rápido, conforme tem vindo a revelar o Presidente, completando que “para esse processo há verba [e] a possibilidade de pela primeira vez modernizar esse serviço”.
Além disso, informou que no dia 2 de fevereiro haverá um colóquio sobre o assunto, no Europarque, para “manter viva na opinião pública” a questão, e disponibilizou-se para facultar o acesso aos técnicos a todos os membros do executivo, lembrando ainda que o Plano Nacional Ferroviário ainda se encontra em discussão.

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