Sociedade

Sanjoanense entrega bonecas na pediatria do São João

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Foi depois de um percurso entre Fajões e o Porto, que contou com bombeiros e guardas, que, poucos dias antes do Natal, a sanjoanense Fátima Silva entregou cerca de uma centena de bonecas a crianças na pediatria do hospital São João, no Porto.

Há cerca de 25 anos, Fátima Silva já tinha ido “levar presentes para toda a gente” ao hospital Santo António, entre os quais bonecas e porta-chaves. “Foi um dia inteiro, mas o aparato não tem nada a ver”, refere, em declarações a ‘O Regional’.
Ao longo deste tempo, manteve o seu lado solidário. Além de estudar e trabalhar, também foi bombeira voluntária, na corporação de Arrifana - “S. João da Madeira não admitia mulheres”, esclarece.
“Para além de fazer com qualidade, gosto de programar bem as situações, não é chegar ali e dar qualquer coisa, gosto de entregar algo que gostem, que valorizem”, indica.
A centena de bonecas que entregou recentemente começou no tempo da pandemia e do confinamento “por causa do stress”, que fazia com que Fátima Silva fosse demasiadas vezes à varanda.
Para se distrair, decidiu pegar nos tecidos que tinha em casa e fez primeiro cabeças, depois tinha tintas e começou a pintar, até que fez o corpo e concluiu que poderia representar profissionais de saúde.
Quando terminou, deu algumas bonecas a médicos e enfermeiros seus conhecidos, sendo que “tinham cerca de meio metro de altura” e, além disso, também fez toucas cirúrgicas.
Inicialmente, as bonecas eram para ser entregues agora a uma outra instituição infantil, contudo, a mesma não permitia que a sanjoanense entrasse no edifício para ser a própria autora a entregar as ofertas.

GNR e bombeiros acompanharam o percurso

No hospital São João entrou Fátima Silva, bem como dois batedores da GNR do Carmo e ainda os bombeiros voluntários de Fajões, que integraram o desfile, conforme conta ao nosso jornal.
Aos profissionais de saúde entregou um saquinho com touca cirúrgica e um docinho, sendo que as bonecas foram distribuídas pelas crianças.
No seu entender, esta iniciativa “provocou algum impacto”, desde logo com o desfile desde Fajões até ao hospital no Porto, feito pela estrada nacional nº 1, com passagem pelo Freixo.
Na pediatria, juntaram-se ainda o pai-natal e a mãe-natal, para fazer as entregas, assim como as delícias dos mais novos, mesmo daqueles que não podendo ter contacto direto, por estarem em isolamento, os puderam ver.
“De facto, foi gratificante e o próprio hospital já fez referência que [foi algo que] se destacou”, diz Fátima Silva, agradecendo à GNR do Carmo, por ter feito o percurso Porto-Fajões-Porto “a custo zero”, bem como aos bombeiros voluntários de Fajões que também se associaram à iniciativa.
Fátima Silva admite que saiu “cansada”, mas vinca que foi “muito bom” e que todos os pormenores pensados e executados para este momento resultaram numa “combinação perfeita”.

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