Desporto

“Não podia virar a cara à Sanjoanense após a descida”

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Hugo Santos, 22 anos, voltou à Sanjoanense em janeiro da temporada passada, desta vez a título definitivo, depois de ter rescindido com o FC Porto.

Ajudou os alvinegros a lutarem pela permanência (mostrou-o com golos), mas o contributo foi insuficiente para evitar a descida à II Divisão. Foi, a par do capitão João Ramalho, um dos dois jogadores que ficou para 2022/23, pese embora ser um avançado que já passou pelas melhores escolas nacionais (Benfica, Valongo e FC Porto). Assume querer voltar a um patamar superior, mas, por agora, revela-se “muito feliz” por estar no “clube do coração” a jogar ao lado dos “amigos de infância” que lutam pela “tão desejada subida de divisão”

Está agora a fazer um ano que voltou à Sanjoanense. Sente-se feliz no clube?
Sim, como é óbvio estou muito feliz, é um sonho  poder representar a ADS e é com enorme orgulho que jogo com este símbolo ao peito.

Quando assinou, o clube já estava numa posição delicada na I Divisão. O que falhou para a época passada ter culminado com a descida?
Faltou ir empatar a Parede. Foi uma época muito difícil, começámos com lesões e com grande infelicidade nos jogos, onde perdíamos sempre por um ou por dois e tivemos de mudar a mentalidade. Chegámos ao final da primeira volta com três pontos e sabíamos que era muito difícil. Ninguém acreditava, mas unimos-nos,  trabalhámos muito e por falta de sorte não conseguimos. Sabíamos que tínhamos de ganhar quase todos os jogos e lutámos muito para honrar o símbolo. Infelizmente, não conseguimos a tão desejada permanência.

Saíram sete jogadores de 2021/22, mais a retirada do capitão Marco Lopes. O Hugo Santos, sendo um dos jogadores com maior currículo, porque decidiu ficar e baixar para a II Divisão?
Porque a Sanjoanense foi o clube que me fez o jogador que sou hoje. A Sanjoanense ajudou-me tanto a nível pessoal como hoquístico a tornar-me na pessoa que sou hoje, por isso não podia virar a cara à luta após a descida e prometo que vamos dar tudo para no final deste ano conseguirmos a tão desejada subida de divisão.

Que balanço faz da época, até ao momento?
Está a ser uma época boa, apesar de termos ido perder ao FC Porto B e empatado em casa com o HA Cambra. Nada está decidido, ainda falta muito campeonato, as equipas da II Divisão são muito equilibradas e temos de lutar em todos os jogos para conseguirmos trazer os três pontos. Somos uma equipa jovem, que tem muito para aprender e que gosta muito de trabalhar. Estamos a evoluir em todos os aspectos, tanto a nível de treino, como a nível de jogo e estamos prontos para retomar o campeonato na máxima força.

O campeonato tem sido quase um mano a mano entre Sanjoanense e Juv. Pacense. Considera que são estes dois os mais fortes candidatos à subida?
Sinceramente não. Temos equipas muito fortes na Zona Norte, todos os jogos são extremamente difíceis e se relaxarmos em qualquer jogo que seja, podemos perder pontos como já aconteceu.

O público andou algo arredado do Caldeirão na temporada passada. Nota-se um crescente aumento de apoio nesta época?
Toda a gente sabe que é com vitórias que se chama público. É normal que as pessoas estejam contentes com o nosso trabalho e que encham o pavilhão porque sentem que o hóquei que praticamos é muito atrativo e sentem que nós damos tudo pelo clube, porque sentimos muito o clube. Por isso, acho que sim, acho que esta época o apoio tem sido maior do que na época passada.

Como é que um jogador da formação vê uma ADS a lutar pela subida com 12 jogadores, sendo nove prata da casa?
É incrível,  desde pequenos que a maior parte joga junta e é incrível o facto de sermos todos muito amigos, é incrível poder jogar no clube que amo, com um pavilhão cheio, com os meus amigos e a divertir-me imenso a jogar hóquei.

Tem 22 anos, já passou por Benfica, FC Porto, foi campeão do Mundo e da Europa em seleções jovens, ambiciona voltar a um clube grande nos próximos anos?
Claro que sim, qualquer jogador de hóquei em patins tem o sonho de jogar num clube grande, trabalhei muito e felizmente já consegui estar nesse patamar mas quero mais, continuo a trabalhar muito para poder um dia voltar a um grande e afirmar-me no hóquei português.

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