Opinião

A morte não é resposta a quem sofre!...

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Pela minha experiência pessoal, sei o que é o sofrimento. O meu corpo já foi submetido a catorze cirurgias e já pedi a Deus, muitas vezes, que me levasse em alguns momentos, mas logo que os médicos me encorajavam e me aliviavam, pedia perdão e dizia:
- Que bom viver!...
- Que alívio, Sr. Dr.!
- Obrigada, meu Deus!
- Perdoa o meu desabafo!...
Marco Paulo, mais uma vez foi a Fátima pedir a Nossa Senhora um milagre, pois continuar a viver mais alguns anos, é para ele uma grande felicidade. É que o câncro agora voltou e a sua esperança é a última a morrer e ele quer que a Mãe do Céu o ajude neste momento, pois para ele a vida é tão bonita!...
Com o SNS a rebentar pelas costuras, com pessoas a sofrer em macas, sem possibilidades de serem assistidas, vão deslocar três profissionais de saúde, para praticar a eutanásia?!..
Entre eles deve estar um psiquiatra a avaliar o seu estado mental, para que a quando do pedido de morte, feito pelo doente, ele esteja em pleno uso das faculdades mentais.
Ora, o nosso corpo é um todo, e o sofrimento físico afeta todas as nossas faculdades: físicas, mentais, emocionais e inteletuais. Ele está tão fragilizado, que o seu pedido não é consciente e a sua liberdade está deveras condicionada.
Depois, o que hoje é incurável a ciência está a evoluir e os transplantes estão a dar resposta a quem tinha uma sentença de morte traçada. Vejam o Salvador Sobral que ganhou o Euro Festival da canção!... Tem um coração novo e continua a cantar.
Que o digam os médicos que aliviaram e mandaram, para casa, um menino que tinha poucos dias de vida, injetando-lhe células saudáveis para combaterem as malignas. Ele melhorou e de que maneira, de tal modo que foi para casa.
A doença de Parkinson e de Ahlzeimer está em processos avançados de cura, bem como o cancro do Pâncreas e outros. A Sida que matou tanta gente, entre elas o grande cantor António Variações e muitos mais, já é um doença crónica, não mata!...
A nobre missão do médico é aliviar, estudar, curar, compreender, ajudar e amar o seu doente, pois foi para isso que ele um dia fez o juramento de Hipócrates.
A justificação dos nossos parlamentares é que foram em maioria eleitos pelo povo, mas em alguns, esse assunto não constavam no seu programa eleitoral, nomeadamente no PS, e PSD.
Além disso, quase metade dos portugueses não se pronunciaram, devido a uma grande abstenção nas eleições.
Deus nos livre, que a Eutanásia não tenha sido aprovada, por razões económicas, ou pela caótica situação, na maioria dos nossos hospitais, ou ainda por esgotamento de médicos, enfermeiros, voluntários, e assistentes profissionais.
O governo não dá verbas suficientes para as instituições de cuidados paliativos e uma já fechou.
No entanto, todos os partidos têm nos seus programas referência à grande utilidade das mesmas.

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