Sociedade

“Cartas ao Pai-natal” dos Ecos Urbanos já levaram mais de 400 prendas a crianças carenciadas desde 2012

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A iniciativa “Cartas ao Pai-natal”, promovida pela associação Ecos Urbanos, já levou mais de 400 prendas a crianças economicamente vulneráveis, nos últimos dez anos. Em 2022, foram recebidas cerca de 50 cartas de crianças dos 3 aos 14 anos.

Desde 2012 que a associação de jovens Ecos Urbanos promove as “Cartas ao Pai-natal”. Trata-se de uma ideia que surgiu no seguimento da festa do centro comunitário da associação e da entrega de cabazes, conforme explica a presidente da direção, Ana Rita Pereira.
“Identificámos que as crianças e jovens, que vinham com os pais ou com as mães ficavam na expectativa de poderem também levar algo”, refere. “Inicialmente foram apenas chocolates, mas sentimos que isso não encerrava o verdadeiro espírito de natal, e contactámos com entidades bancárias e empresas para nos ajudarem a concretizar sonhos e desejos”, completa.
Atualmente, qualquer pessoa pode apadrinhar uma carta, através das redes sociais, nomeadamente através da página de facebook dos Ecos Urbanos.
“Convidamos as crianças, identificadas no âmbito do acompanhamento social, a virem escrever as cartas, seguindo algumas regras, e depois publicamos no facebook para serem apadrinhadas”, explica a dirigente.
Desde 2012, já foram entregues “447 prendas a crianças dos 3 aos 14 anos”. É que a iniciativa destina-se precisamente a crianças dessa faixa etária, cujas famílias beneficiam de acompanhamento social pela associação.
“Esta iniciativa de grande impacto social nunca deixou nenhuma prenda por apadrinhar e envolve por ano cerca de 100 padrinhos e madrinhas (o que dá nestes 10 anos aproximadamente 1000 pessoas), que, de forma individual ou coletiva, entregam as prendas no centro comunitário para depois serem entregues na festa”, indica a presidente dos Ecos Urbanos.
E se houver alguma carta por apadrinhar? A associação reforça a mobilização para que nenhuma criança fique sem resposta do “Pai-natal”. “Quando nos apercebemos que existem cartas por apadrinhar, contactamos empresas, amigos e conhecidos e apelamos a uma mobilização coletiva”, justifica Ana Rita Pereira.
Segundo a dirigente, os desejos mais pedidos pelas crianças passam por roupas, brinquedos, mochilas e sapatilhas, sendo que este ano a associação recebeu cerca de meia centena de cartas.
Para Ana Rita pereira, “todas as cartas são marcantes, porque refletem os desejos das crianças” e é também por isso que a iniciativa “é tão especial”.
O objetivo das Cartas ao Pai Natal passa por tornar esta quadra “um momento mais feliz” para as crianças abrangidas, “atenuando, na medida do possível, as desigualdades sociais e económicas”, ao permitir que também as crianças mais carenciadas possam receber um presente natalício.
O processo decorre no espaço digital. Para apadrinhar uma carta, as pessoas devem escrever na publicação em causa “quero ser padrinho/madrinha desta carta”. A associação entra em contacto com o padrinho ou a madrinha para dar seguimento à sua vontade e concretizar o desejo de uma criança.
Questionada sobre se as crianças têm conhecimento de quem apadrinha as suas cartas, a presidente dos Ecos Urbanos responder que a ideia não passa por aí e se acontecer “é porque houve curiosidade em saber”. “Nós, enquanto associação, não fazemos essa divulgação, para mantermos a magia do pedido ao Pai-natal”, remata a responsável.

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