Sociedade

Projeto “escolARTE” vence Orçamento Participativo

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Já é conhecida a proposta vencedora do Orçamento Partipativo de S. João da Madeira. O projeto vencedor, “escolARTE”, prevê formação em várias vertentes artísticas, na escola de Carquejido.

A Junta de Freguesia de S. João da Madeira anunciou os resultados do Orçamento Participativo de S. João da Madeira de 2022, revelando que o projeto que teve mais votos foi “uma proposta de Maria Salomé de Oliveira Rodrigues, que será inscrita no próximo Plano de Atividades da Junta de Freguesia com um orçamento de 10.000€”.
Este projeto pretende apostar na formação de crianças nas várias vertentes artísticas, com o cruzamento e promoção do desenvolvimento de abordagens multidisciplinares, que privilegiem a interseção da dança, música, teatro, plástica com áreas como português, matemática, ciências e inglês, centradas na escola de Carquejido, conforme indica a proposta.
Além disso, “escolARTE” ambiciona, ainda, criar parcerias com instituições de S. João da Madeira, bem como com diferentes artistas de várias áreas da cultura. “No final serão vários os produtos divulgados em forma de exposição, panfletos, livros e de um espetáculo final”, sustenta igualmente a proposta.
O projeto vencedor teve, no total, 139 votos. Em segundo lugar, com 89 votos, ficou a proposta “Noite do Visconde”. Seguem-se os projetos “Ouvir, sentir e criar – Música para bebés”, com 36 votos; “CMI (AESL) – um novo capítulo na cultura de SJM”, com 35 votos; “Praça on The Move”, com 25 votos e “Teatro Inclusivo – Representando Igualdade”, com sete votos. A proposta para um “Festival Literário Juvenil” teve quatro votos e o projeto “CultivARTE” teve um voto.
Recorde-se que um dos objetivos do executivo de Rodolfo Andrade, nesta edição temática, era reforçar o número de votantes no Orçamento Participativo. Questionado por ‘O Regional’ relativamente aos resultados de participação nesta edição, o autarca considera que a participação “está longe do desejado”, mas houve “um salto quantitativo bom”.
O projeto vencedor deste ano teve mais do dobro de votos do projeto vencedor no ano passado”, refere, lembrando que o limite para o projeto vencedor poder ser eleito eram 50 votos, em 2021, e o executivo aumentou esse requisito para 100 votos.
Tenho a certeza que [a participação] será ainda maior nos próximos anos, não faz sentido de outra forma”, sustenta o autarca, considerando “satisfatório” o resultado desta edição, em que a Junta fez “um esforço para que as pessoas participassem e votassem”.
Rodolfo Andrade diz ainda que “o projeto vencedor é muito interessante - não desvalorizando todos os outros – é muito útil, neste caso à comunidade escolar”.
O Orçamento Participativo é assim uma iniciativa “para continuar”, por ser um instrumento “altamente democrático” e “útil ao poder político”, no âmbito do qual “as pessoas têm capacidade de decidir” como ser usada uma parte da verba do orçamento da freguesia. Além de que “descobrem-se projetos muito úteis ao recolher as ideias”, como também frisa o Presidente da Junta.

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