Sociedade

Já há famílias sanjoanenses a separar biorresíduos para a recolha porta-aporta

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Depois do papel e cartão, embalagens e vidro, avança agora o serviço destinado ao envio para valorização de sobras alimentares e de jardinagem de pequenas dimensões, depositados em contentores específicos entregues pela Câmara Municipal

Já começou a recolha porta a porta de biorresíduos no concelho de S. João da Madeira, antecipando uma obrigatoriedade que recairá sobre os municípios a partir do início de 2024. Assim, na passada sexta-feira, um de outubro, cerca de duas centenas de famílias sanjoanenses residentes em moradias deixaram junto às respetivas entradas contentores com restos biodegradáveis, que foram descarregados no camião que a SUMA, empresa concessionária do serviço de limpeza urbana, afetou a esse serviço.
Essa recolha em habitações unifamiliares ou geminadas que já aderiram a este sistema, passa a decorrer semanalmente às segundas, quartas e sextas-feiras, esperando a câmara municipal um “crescimento gradual” do número de recipientes - oferecidos pela autarquia - que são colocados à porta de casa com biorresiduos para serem encaminhados para valorização.
Do que constatámos, os resíduos depositados nesses contentores domésticos cumpriam as indicações transmitidas pelo município e pela SUMA quanto ao que aí deve ser colocado, nomeadamente “restos alimentares resultantes da preparação das refeições”. Em concreto, devem ser depositados nos contentores de biorresiduos “cascas de legumes e frutas, ossos e espinhas, peles de frango, sobras das refeições, saquetas de chá, pão e bolos estragados”. Podem também ser colocados “restos de jardinagem de pequenas dimensões, como folhas ou flores”.

Comparticipação de 120 mil euros

A câmara municipal confirmou a “O Regional” que, na generalidade, não se registou a contaminação do conteúdo desses recipientes por outros resíduos não enquadrados na tipologia definida, o que é visto como “um bom sinal” pelos serviços técnicos que acompanharam estas primeiras recolhas, atendendo a que, como salienta a autarquia na informação prestada ao nosso jornal, este é “um processo gradual e faseado”.
Até este momento, foram entregues cerca de mil contentores de biorresiduos em outras tantas habitações de S. João da Madeira, número esse que chegará a 1600 casas, de acordo com a candidatura que a autarquia apresentou a financiamento do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) é que foi aprovada, assegurando uma comparticipação comunitária de 120 mil euros, para um total de perto de 250 mil euros de investimento, que abrangerá também mais de 200 estabelecimentos de restauração e escolas.
Para o presidente da Câmara, Jorge Vultos Sequeira, “este é um novo passo muito importante” que o município sanjoanense está a dar, consolidando a sua posição entre os concelhos que se encontram “na linha da frente” em matéria de recolha de resíduos sólidos urbanos. Trata-se de “um reforço” do sistema porta a porta, lançado pela autarquia em 2019, e que abrange lixo doméstico e resíduos seletivos (papel e cartão; plástico e embalagens; vidro), chegando atualmente a aproximadamente 2.000 habitações do concelho.

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